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21 de agosto de 2009

A CRIANÇA PORTADORA DE TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE EM SEU CONTEXTO FAMILIAR E ESCOLAR

Rose Mary Grebe
Everaldo da Silva

Resumo

Este artigo, desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e experiência pessoal de muitos anos de magistério, aborda o tema Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Procura descrever o portador em seus contextos: familiar, escolar e social. Mostra as dificuldades enfrentadas e o quanto pode influenciar no seu desenvolvimento emocional e cognitivo. Traz a informação de como se comporta o portador, cuja principal característica é a desatenção, que acontece em qualquer contexto onde esteja situado. Contempla algumas formas de como proceder com ele. Enfatiza a necessidade do diagnóstico sério, de seguir as prescrições sugeridas por uma equipe multidisciplinar. Também mostra os efeitos da medicação na vida do portador e das pessoas que com ele convivem. Salienta, pelo desconhecimento que ainda existe sobre este trantorno, a necessidade de se massificar as informações, dando a todos a oportunidade do conhecimento sobre algo que não está tão distante de nós e que acontece em número bastante elevado..

Palavras-chave: Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Família. Inclusão. Apoio Multidisciplinar.

1 INTRODUÇÃO

Atualmente um grande número de crianças apresenta dificuldades de aprendizagem tanto em sua vida familiar quanto escolar. Em número bastante elevado têm como diagnóstico o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), cujas características sinalizadoras são: a inquietação, dificuldade em manter a atenção e impulsividade, sintomas que costumam aparecer na primeira infância. Os dados mais recentes dizem que 7 a 10% da população mundial é acometida pelo transtorno.

Estas crianças passam por inúmeras situações embaraçosas, bem como suas famílias, pelo baixo rendimento escolar e comportamento inadequado que apresentam, sendo, desta forma, muitas vezes, discriminadas. Elas vão encontrar barreiras no ambiente familiar, escolar e nos meios sociais aonde possam estar inseridas.

Um grande desconhecimento envolve este transtorno, dificultando um diagnóstico precoce e, em muitos casos, privando o portador de um tratamento adequado. Os mitos criados, por pessoas que nada sabem sobre o transtorno, são mais um agravante, prejudicando sensivelmente o portador.

Com tantas barreiras na vida de um portador de TDAH, sua inclusão familiar, escolar e social dificilmente acontecerá. Este ser, quase sempre é o “diferente”, que não tem sossego e que incomoda a todos.

Os progressos científicos surgem e com eles as medicações, trabalhos multidisciplinares e terapias alternativas dando melhor qualidade de vida aos portadores e suas famílias.

Este trabalho pretende mostrar características, como vivem e possibilidades de minimizar os reflexos deste transtorno no contexto familiar, escolar e nos demais momentos sociais da criança. Também pretende analisar os efeitos do atendimento especializado e da medicação nestes portadores. Para este intento usar-se-á a nossa experiência pessoal como professor e a pesquisa bibliográfica.

2 O QUE É TDAH?

Muito se fala sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, principalmente nos meios escolares, onde as crianças mostram características marcantes e vivem no dia-a-dia as suas dificuldades. Dados recentes apontam que de 7 a 10% da população mundial é portadora deste transtorno. (BROWN, 2007) Mas a dimensão e sua real gravidade ainda são desconhecidas por muitos, que acabam encarando o fato como algo quase normal a algumas crianças mais agitadas e que passará quando crescer. Outros apontam estas crianças como mal educadas ou sem limites. Não entendem que o TDAH não afeta apenas o seu portador, mas suas relações: família, cônjuge, filhos e ambiente de trabalho.
O Psiquiatra Heirich Hoffmann já em 1845 descreveu toda esta sintomatologia que desde então vem passando por uma seqüência de nomes para configurá-la: Inibição de volição, Lesão cerebral mínima, Disfunção cerebral mínima, Reação hipercinética da infância e Distúrbio do déficit de atenção.
Thomas E. Browm, (2007, p.16) a partir de seus estudos nos informa que:

Em 1980, a Associação Americana de Psiquiatria usou pela primeira vez o termo “Distúrbio do Déficit de Atenção” como um diagnóstico oficial. Na época, a associação reconheceu as dificuldades crônicas com a atenção, com ou sem problemas hiperativos de comportamento, como sendo um distúrbio psiquiátrico. Na versão de 1980 do manual diagnóstico nota-se também que, apesar desse distúrbio normalmente se originar na infância, as dificuldades com a atenção, muitas vezes, persistiam até a idade adulta. Uma revisão do manual, em 1987, provocou uma mudança no nome dessa condição para Transtorno do Déficit de Atenção/ Hiperatividade; desde então o nome oficial continua agregando a desatenção aos problemas de comportamentos hiperativos [...]

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade é neurobiológico, crônico, multifatorial, de causas genéticas, sendo transmitido de uma geração para a outra. Aparece na primeira infância, mas o diagnóstico preciso só se faz por volta dos sete anos. Sendo crônico, frequentemente acompanha o indivíduo por toda a vida. Os comprometimentos genéticos vão provocar alterações nos neurotransmissores, que por sua vez determinarão o mau funcionamento de certas áreas do cérebro, responsáveis pelos sintomas do TDAH.

Com o advento de tecnologias que permitiram um melhor reconhecimento dos genes e suas mais específicas funções no organismo, foi possível a identificação dos primeiros genes candidatos para o TDAH, são eles DATI, DRD4, DRD5.
Esses genes determinarão, em ultima análise, o funcionamento da dopamina, um dos neurotransmissores envolvidos no TDAH. [...] neurotransmissores são substancias químicas responsáveis pela comunicação entre as células nervosas, permitindo a passagem do estímulo elétrico que efetuará as mais variadas funções cerebrais [...] (ARRUDA, 2006, p.32-33)


Portanto, TDAH não se desenvolve por motivos ambientais: falta de educação, desajustes familiares. Não é um defeito de caráter. Mas deve ser entendido como uma condição médica que provoca prejuízo no desempenho global da pessoa. Suas principais características são: a desatenção, inquietude e impulsividade. Isto faz com que o portador, em algumas situações, fique alheio, pareça não escutar bem, não entender comandos dados, esqueça o que tem a fazer, se desligue no momento de executar uma tarefa. Os cadernos costumam apresentar muitas lacunas e folhas em branco. É bastante comum, também, o aluno escrever a data e desfocar a atenção do que está sendo colocado para copiar; quando retoma, aquele conteúdo já foi apagado. A seqüência para atividades rotineiras fica comprometida.

Uma criança portadora de TDAH, normalmente apresentará algumas características bem marcantes: andar cedo, dormir pouco, falar muito, interromper conversas, repetir, não ficar quieto, acidentar-se muito, brincar de muitas coisas ao mesmo tempo, ter o sono agitado, não parar sentado na carteira, desobedecer, ser agressivo, desfocar a atenção constantemente, perder materiais, comer lápis, borracha, entre outras coisas.

A impulsividade, outra característica marcante no transtorno, em muitos momentos torna o seu portador impopular, pois dificilmente cumpre regras, por não as ter assimilado corretamente ou por não conseguir mantê-las. Pela sua impulsividade, responde a pergunta antes que tenha sido feita, interrompe o interlocutor a todo o momento, age e fala por impulso, para depois pensar no que fez, é agressivo, impaciente, irritado e explosivo.
Como algumas destas características costumam fazer parte da infância, muitos imaginam que um dia passará. O que acontece ao portador de TDAH é um pouco mais severo do que simples agitação infantil e falta de limites como apregoam outros. Pela sua natureza orgânica, a criança não consegue controlar os sintomas e estes ocorrem em qualquer contexto, dificultando a aprendizagem e o convívio social em muitas situações.

Sena e Diniz Neto (2005) definem atenção como a capacidade mental do ser manter o foco em determinado estímulo ambiental, sem interferência dos outros estímulos, desta forma organizando suas ações de acordo com o foco a que se propõe. Para o portador de TDAH isto não acontece, ele foca sua atenção em vários estímulos ao mesmo tempo, geralmente deixando de lado aquele que interessa ao professor ou aos pais. Algumas destas crianças sabem tudo o que acontece ao seu redor, menos o que a professora falou. Outras vezes deixam os professores exasperados, que tentam, em vão, fazê-las prestar atenção, chamando-as constantemente.

Outra dificuldade que tem o portador da síndrome é a de iniciar algum trabalho ou atividade de que não goste, mesmo sabendo da sua importância e tendo a vontade de fazer. Deixa para outro momento e vai fazendo outras coisas, até que, sob pressão, inicie. Alguns portadores comentam estar cientes das tarefas que precisam desenvolver, mas não encontram a motivação necessária. Isto acontece nas situações mais rotineiras como: tarefas escolares, guardar as roupas no armário, fazer uma sequência de atividades matinais. “Indivíduos com TDAH descrevem a si mesmos, muitas vezes, como pessoas que estão desejando desesperadamente desempenhar várias tarefas, para as quais são incapazes de ativar a manter as necessárias funções executivas.”(BROWN, 2007.p.25) Mas isto ainda é de difícil compreensão para as pessoas, principalmente por aquelas, não acometidas pelo transtorno, que conseguem organizar-se, iniciar no devido momento e concluir uma tarefa, sendo ela importante ou não.

3 A CRIANÇA COM TDAH E O PROCESSO ESCOLAR

A criança portadora do transtorno sofre por não conseguir aprender no mesmo ritmo de seus coleguinhas. Não entende porque isto acontece. Muitas vezes é calada, parece estar atenta, é tida como quietinha e bem comportada, mas seu foco de atenção está em muitos pontos e lugares.

O TDAH, frequentemente se manifesta muito cedo na vida do portador, mas apenas mais tarde, com início da vida escolar, é que os sintomas revelam-se de forma mais perceptível, usualmente destacando o portador do padrão de desenvolvimento esperado para a sua idade. (SENA; DINIZ Neto,2005,p.32)

O TDAH tem uma sintomatologia que pode ocorrer de três formas: com predominância da desatenção, com predominância da hiperatividade e com a combinação dos dois sintomas. Então o fato da criança ser quieta, estar olhando para o quadro ou professor, não significa que não seja portadora do transtorno, ou que esteja atenta. Pelo fato de não estar com o foco da atenção ao que o professor gostaria, o portador perde a explicação e o comando que é dado a partir desta. Acaba se distraindo com outras coisas como: o lápis que caiu, a pessoa que está passando no corredor da escola, um carro que buzinou, uma borboleta que viu lá fora. Quando o professor percebe, chama a atenção. Por um tempo muito curto o aluno retoma, mas ele já perdeu uma parte do que estava sendo visto ou feito, ficando muito difícil formar o elo com o que foi perdido. Isto gera, com o tempo, um clima ruim no ambiente escolar, que vive o círculo vicioso do aluno que parece que não liga e o professor que chama a atenção e não é atendido. Quando se trata de uma leitura, muito mais complicado se faz o processo para o portador de TDAH. Os olhos podem passar pelas palavras, decodificá-las, mas o sentido não é assimilado. O aluno, geralmente, lê muitas vezes, mas a compreensão não acontece.

“A compreensão do significado das sentenças e dos parágrafos é um processo ativo que requer um engajamento ativo e sustentado da atenção focada do leitor.” (BROWN, 2007. p. 36)

Uma criança que não consegue manter o foco de atenção nas atividades escolares, provavelmente, será um mau aluno, desestimulado, com baixa auto-estima. Estará sempre tentando responder e corresponder às cobranças de professores em sala de aula e dos pais, no momento de suas tarefas. Rotineiramente deixa de fazer muitas das atividades que estão acontecendo na escola. Quando chega em casa, mais um problema sério, como ensinar a esta criança se nem ao menos copiou a tarefa inteira; muitas vezes apenas escreveu a data? Isto vai acontecendo e deixando a família cada vez mais nervosa. A escola normalmente alerta para estas dificuldades da criança, mas como ainda se pensa que é temporária esta situação, deixa-se o tempo passar. Thomas E. Brown nos fala de casos que não foram dados a devida atenção:

Atualmente, um número cada vez maior de adolescentes e de adultos reconhece sofrer de TDAH. Reportagens na mídia ou comentários de amigos e membros da família fazem com que percebam o sofrimento de muitos anos com a síndrome, não identificada por seus pais, por professores ou por si mesmos. Muitos deles lutam muito durante os anos escolares, frustrados com a incapacidade de ter um desempenho, com alguma consistência, de acordo com seus níveis de habilidades. Outros foram bem-sucedidos , talvez nos primeiros anos dos estudos, perdendo mais tarde o “fio da meada” no ensino médio e na faculdade. (2007,p. 122-123)

Provavelmente na escola é que as dificuldades do transtorno se tornarão mais visíveis devido as exigências do processo de aprendizagem, deixando a criança em um estado de fragilidade emocional à medida que as pressões aumentam, mais uma vez fazendo com que pareçam preguiçosas, sem educação ou com falta de limites.

“Pesquisas indicam que os portadores de TDAH reagem em situações de estresse com uma maior perda das capacidades cognitivas e de autocontrole que os não portadores”. (SENA; DINIZ Neto, 2005, p.60, grifo nosso)

A hiperatividade outra das características marcantes de alguns portadores de TDAH, também é bastante percebida quando a criança vai para a escola, embora a maioria dos pais já relatem os “levados da breca”, “criança com bicho carpinteiro”, “ligado nos 220”, e que seus filhos falam demais, não sossegam um minuto, não param para comer, não conseguem assistir um programa de TV, sendo, na maioria das vezes, aqueles que estão sempre de joelho ralado, ou com algum machucado.

Marco A. Arruda (2006, p.53) comenta sobre esta fase da criança dizendo que:

São movimentos corporais incessantes, sem função definida e que vão persistir até a vida adulta em grau variável. Assim, a criança movimenta o quadril e as espáduas, quase cai da carteira, bate os lápis ou os dedos na mesa, o caderno cai, até, finalmente tirar a atenção dos colegas ou esgotar a paciência dos professores..
Na verdade, supomos que esta manifestação seja decorrente do funcionamento deficitário de circuitos do sistema nervoso envolvidos na inibição da movimentação involuntária.
[...]
A movimentação corporal excessiva, quando se alia à desatenção, vai prejudicar mais ainda o desempenho escolar.

Os métodos tradicionais de ensino exigem muita atenção e concentração do educando e o portador de TDAH, normalmente está abaixo desta média; acaba, então, demonstrando cansaço, irritação, desmotivação, confrontos com o professor e recusa-se a fazer as atividades propostas. É quando este educando começa a inventar motivos para não ir à escola como: dores de cabeça, dores de barriga, medos, evitando expor-se a uma situação desagradável.

Educar um portador de TDAH é uma tarefa difícil. Vai exigir dos envolvidos muita paciência, dedicação, afeto e treinamento. Neste processo, além do conhecimento, uma grande dose de tolerância, e um incansável “estabelecer regras e limites” são necessários. Sabe-se que isto não é fácil ao educador. Por isso, é importante que jamais se constranja diante dos seus limites e frustrações e busque o auxílio necessário. Para tanto uma ajuda multidisciplinar pode e deve ser envolvida: professor, psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, neuropediatra, pais, irmãos, tios, avós, empregada, conforme as necessidades do educando.

O portador de TDAH para sua aprendizagem necessita de alguns cuidados como: ambiente calmo, materiais didáticos variados em termos de cores e tamanhos para ser manuseado, mínimo de estímulos que possam desviar a sua atenção, conversa olhando nos olhos para se estabelecer um vínculo de confiança, repetição das regras de forma clara sem tom de cobrança, os fracassos não devem merecer destaque. Também, na medida do possível, evitar-se as pressões com relação ao tempo, pois o portador tem um grande dificuldade neste aspecto: organização e tempo..

4 A CRIANÇA COM TDAH E A FAMÍLIA

A família, normalmente, é resistente ao diagnóstico de TDAH. Percebe-se um desconhecimento muito grande sobre o assunto. Os pais insistem que quando o filho quer, ele presta atenção. Contam que o filho é capaz de ficar horas fazendo determinada atividade, esquecendo-se do resto e parecendo nem ouvir quando é chamado. Nestes momentos os pais falam do videogame. Normalmente não se dão conta dos atrativos como a ludicidade, o visual, o caráter competitivo dos jogos com recompensas imediatas, situação que não é vivida na escola, ainda bastante formal. Outros dizem que também eram assim. E a criança cresce em um ambiente onde não é entendida, sofrendo, por vezes, castigos, sendo tratada como malandra, teimosa, aquela que “não quer nada com o estudo”, provocando, inclusive grandes discussões familiares. A família não entende este comportamento, não sabe lidar com a situação. “As interações entre pais e filhos ou entre cônjuges em uma família com um portador de TDAH mostram-se muito mais estressantes e negativas para todos os membros da família, do que interações típicas em famílias sem TDAH.” (SENA; DINIZ Neto,2005,p.53) Daí a necessidade do esclarecimento após o diagnóstico, que deve ser feito por pessoas habilitadas, a fim de não deixar a família mais confusa ainda com esta situação que não é passageira, mas que poderá, em muito, ser minimizada, com o tratamento adequado.

A este respeito ARRUDA (p. 97) esclarece:

A educação dos pais e do portador é um dos mais importantes princípios do tratamento do TDAH.
Os pais devem receber informações detalhadas sobre o transtorno, suas causas, mecanismos, sintomas, impacto, diagnóstico e tratamento.
A criança e o adolescente portador de TDAH também deverão receber tais informações proporcionalmente ao seu grau de interesse e entendimento; conhecendo o problema poderão ter participação ativa e determinante no processo de tratamento.


Feito o diagnóstico e prescrição de tratamento, a família precisa estabelecer algumas normas para lidar com a situação, ajudando assim, na melhora de toda a dinâmica familiar. A busca do conhecimento, através de livros, matérias apresentadas nas revistas, internet, é de grande ajuda aos familiares. Baseado em (SENA; DINIZ Neto,2005,p.139-140) sugere-se:
• Fale perto e em voz firme, porém afetuosamente e usando o verbo na forma imperativa.
• Evite o excesso de ordens.
• Dê regras e ordens de forma simples e objetiva, uma a uma.
• Evite longas explicações na hora de dar uma ordem, o portador só lembrará as coisas importantes.
• Deixe claro o que espera do portador, ordens vagas não serão assimiladas.
• Dê as ordens num tempo médio de antecedência, um tempo longo faz com que sejam esquecidas.
• Peça ao portador que repita a ordem dada para saber se o mesmo entendeu.
• Não dê ordens em forma de pergunta, pois fica o espaço para que negue ou se confunda.
• Não permita que uma ordem seja descumprida, a despeito de seu cansaço.
• Procure permanecer equilibrado enquanto o portador estiver “destemperado”. Não tente conversar ou impor alguma ordem. Dê alguns minutos para que se recomponha. Depois faça cumprir o que foi solicitado.
• Em público, numa situação de extrema oposição, procure levar o portador a um local mais isolado, sem ameaçá-lo. Mostre as conseqüências dos seus atos e faça com que se responsabilize por eles.

Em quase todas as situações da vida, mas principalmente no caso de TDAH, o elogio e recompensa serão as condutas mais adequadas.

“Todo mundo gosta de um elogio e de um gesto de carinho. Premiar é sempre melhor que castigar. Algumas sugestões de prêmio são: um sorriso, um beijo, um tapinha nas costas, um lanche gostoso, alugar um DVD ou um jogo de videogame, etc.” (SENA; DINIZ Neto,2005, p.41)

Mas, naqueles momentos em que a punição é necessária, entendendo que punição não é tortura, o mais sensato é a retirada de privilégios e a expressão de desaprovação. È preciso que se tome muito cuidado para que não sejam punições onde toda a família sofra junto. Ou tão longa que se acabe retirando por não se conseguir o cumprimento. Fala-se bastante em “contrato”: acordo feito previamente entre a família e o portador. Regras são estabelecidas, com as devidas punições para o não cumprimento. Isto facilita, pois o educando se policiará mais e no caso de punição, está não será surpresa. Os pais devem expressar desaprovação quando rompidas as regras ou limites, porém, jamais manifestarem desprezo, desacato ou vergonha dos filhos. Isto provocará quase sempre um estrago maior.

5 CRIANÇA COM TDAH EM SOCIEDADE

Nossa sociedade ainda está muito despreparada para lidar com este transtorno. O desconhecimento sobre ele leva a pensar como algo corriqueiro, próprio da infância. Este é o relato de muitos pais quando procuram um serviço psicopedagógico. Um número bastante reduzido já ouviu falar sobre o assunto. As pessoas resistem bastante quando se fala em Neuropediatra, Psicopedagogo, que é confundido com Psicólogo, Fonoaudiólogo e o próprio Psicólogo. Mas são estes profissionais que deverão estar envolvidos, nem sempre todos, cada caso difere do outro, quando se deseja detectar o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, e depois prescrever o devido tratamento.

Sabe-se que é de fundamental importância a parceria da escola com os profissionais que estarão envolvidos com a criança após o diagnóstico de TDAH. Eles, em atendimento diferenciado, farão o resgate de muitos aspectos que a criança não conseguiu vencer. Para o diagnóstico e prescrição da medicação há a necessidade do neuropediatra ou psiquiatra, ( ou médico capacitado a diagnosticar) com quem a criança fará acompanhamento, verificando a dosagem e a medicação mais adequada a cada caso. O psicopedagogo detectará defasagens de conteúdo, avaliará as áreas de dificuldades de aprendizagem ou erros na metodologia de estudo. Fará então seus atendimentos buscando o resgate de conceitos não assimilados no passado, correção de deficiências, explorando potencialidades. Cabe também ao psicopedagogo usar de estratégias que favoreçam a organização, motivação para o estudo e a atenção. Em casos de distúrbio da linguagem, está indicada a avaliação com o fonoaudiólogo, que observará a linguagem oral, escrita e leitura. E na detecção de anormalidades importantes, a fonoterapia deverá ser instituída. Dentre as psicoterapias há um consenso de que a cognitivo-comportamental (TCC) é a que apresenta mais evidências científicas favoráveis no TDAH. Sua duração é breve, 14 a 24 sessões, o que favorece a adesão ao tratamento.

O processo terapêutico na TCC é objetivo, didático e orientado à resolução de problemas e reestruturação cognitiva.
Através dele o terapeuta ensina o paciente a identificar, avaliar e modificar seus pensamentos e crenças, consequentemente, seus comportamentos inadequados. (ARRUDA, 2006, p.106)

Estudos mostram que o TDAH ocorre sem distinção de raça ou classe social, mas existem alguns fatores relacionados à mãe podem ser desencadeadores como: má saúde da gestante pelo uso de drogas, álcool, desnutrição intra-uterina, más condições de nascimento, entre outros. È neste contexto que, infelizmente as classes menos favorecidas socialmente estarão em desvantagem, pelo pouco acesso ao diagnóstico e tratamento.

As repercussões do TDAH não acontecem apenas nos limites do lar e da escola. Marcos Arruda (2006, p. 77 e 78) em seus estudos conclui que “o TDAH interfere no seu desenvolvimento psíquico, cognitivo e social, o expõe a acidentes a comportamentos sexuais de risco, ao abuso e dependência de substâncias e a outros fatores que determinarão ao longo da vida menores oportunidades de realização e cidadania”.

Os reflexos, quando não existe o diagnóstico e tratamento, podem acontecer em momentos bastante significativos como nos relacionamentos, quase sempre inconstantes, nos destemores às situações de perigo, na profissão, já dificultada pelo seu baixo rendimento escolar, agravada pelas muitas mudanças de emprego; pela impulsividade, alguns tem atitudes compulsivas em relação à compras, comida, jogos, para citar alguns.

5.1 MITOS E CRENÇAS

O desconhecimento acerca deste transtorno faz com que se criem muitos mitos que vão se propagando, a despeito das comprovações científicas. Dentre muitos poderíamos citar: o TDAH é a ausência de força de vontade, quando interessa são capazes de prestar atenção; o TDAH é simples problema de hiperatividade ou de não ouvir quando alguém está falando; TDAH é um simples rótulo para problemas de comportamento ou falta de limites; crianças com TDAH superam rapidamente à medida que entram na adolescência; os medicamentos para TDAH causam dependência, especialmente quando usados por crianças.

Na última década, milhares de crianças e adultos foram diagnosticados e tratados pelo transtorno do déficit de atenção (TDA) [...] Grupos de apoio aos indivíduos e familiares afetados por TDAH estão surgindo não somente nos Estados Unidos e Canadá, mas também no Reino Unido, na Alemanha, na Austrália, no México, na Noruega, na Espanha, no Japão e em muitas outras culturas ao redor do mundo.
Apesar desse movimento global e de uma enorme quantidade de evidência científica fundamentando a validade o diagnóstico do TDA/TDAH e da segurança e eficiência dos tratamentos disponíveis, um enorme segmento da mídia e muitos indivíduos ainda permanecem céticos; eles consideram o TDA como um problema trivial que é, muitas vezes, diagnosticado e tratado de forma exagerada. (BROWN, 2007. p.11)

Os mitos e crenças que se observa, mais adiam e comprometem um diagnóstico que poderia, em muito, minimizar situações de verdadeira infelicidade, principalmente aos portadores e suas famílias. Entravam, pelo próprio desconhecimento, um conhecimento, que é cientifico

6 MEDICAÇÃO E ATENDIMENTOS ESPECÍFICOS AJUDAM?

Atualmente as pesquisas demonstram que o tratamento mais eficaz é multimodal: uso de medicação, atendimento por equipe multidisciplinar, que poderá dar suporte ao portador e a sua família. Sabe-se que a criança TDAH, normalmente, não tem dificuldades intelectuais, mas sua agitação e falta do foco de atenção, interferem no desenvolvimento normal da aprendizagem, acontecendo desta forma um baixo rendimento e um desestímulo à escola. Muitas evasões acontecem por conta do transtorno. Muito poucos são diagnosticados precocemente. O diagnóstico de TDAH acaba acontecendo quando a família não sabe mais o que fazer com este filho, tão diferente do irmão, quando o aluno já passou por inúmeras frustrações, desencantos com a escola, com amigos e com a vida.
Mesmo assim, quando acontece o diagnóstico com prescrição de medicamento, mais uma batalha acontece. Alguns pais não aceitam a medicação. Argumentam que é remédio de “taja preta”, que causará dependência. A respeito dos estudos e comprovações dos efeitos da medicação para o portador de TDAH, Bronw (2007, p.) sustenta que a medicação cuidadosamente monitorada ainda é mais eficaz do que quaisquer outras terapias comportamentais sem medicação.
Ainda não existe a cura para o TDAH, mas os tratamentos medicamentosos têm mostrado eficiência no alivio aos sintomas em 80 a 90% das crianças, adolescentes e adultos, com raríssimos casos de intolerância aos mesmos. E “Para alguns mais afortunados que sofrem com a síndrome do TDAH, a medicação bem-administrada alivia suas dificuldades de tal forma que nenhum tratamento adicional é necessário.” (BROWN, 2007. p. 166)
Tem-se a experiência de observação do aluno antes e depois da medicação. É impressionante o comportamento da criança medicada. Na maioria dos casos nem parece aquela criança tão dispersa, agitada, em alguns casos, com atitudes inadequadas: resistentes, mal humoradas. Ainda se tem o relato de muitas professoras que comparam o aluno dizendo que existe o “antes” e o “depois”, referindo-se às melhoras dos alunos quando medicados.

Em um de seus artigos o psiquiatra Paulo Issa, via internet, defende a medicação dizendo que “ quando dizem a lenda ou boato que tratar o TDAH, com remédios “tarja preta” é perigoso(!?!); na verdade o perigoso é não tratar!

Atualmente os psicoestimulantes são os medicamentos mais prescritos e estudados em todo o mundo, sendo o metilfenidato o de primeira escolha. Os autores estudados no presente trabalho têm uma unanimidade de opinião, bem como outros artigos também consultados.

Marcos Arruda (2006, p. 100) nos informa :

Esta medicação vai atuar no sistema nervoso, especialmente no córtex pré-frontal, proporcionando uma maior oferta de dopamina, cuja eficiência, como vimos, é responsável pelos sintomas do TDAH.
[...]
O metilfenidato é o psicoestimulante mais prescrito nos EUA, um país com rigoroso controle de medicamentos e indenizações médicas milionárias, o que denota a segurança que o specialista tem na sua prescrição.
[...]
Em vinte anos de experiência clínica, nunca evidenciei um só caso de dependência a esta medicação.
[...]
Oportunamente, é bom destacar que os estudos comprovam que o tratamneto do TDAH com metilfenidato diminui significativamente o risco de uso, abuso e dependência de drogas.
Os efeitos positivos do metilfenidadto sobre a hiperatividade, a impulsividade e o déficit de atenção se manifestam já nos primeiros dias de uso da medicação.
Os professores, eventualmente não sabendo que a criança está em uso da medicação, muitas vezes procuram os pais surpresos, para saber qual o motivo da melhora do comportamento e desempenho cognitivo da criança.

Nesta medicação podem ocorrer alguns efeitos indesejáveis como perda do apetite, dores de cabeça, no abdômen e insônia. Outros efeitos atribuídos à medicação já foram comprovados que não acontecem. Os estudos mostram que, inclusive, pode ser usado por epilépticos com crises controladas pelos medicamentos anticonvulsivos. Sua contra-indicação é para os casos de crianças e adolescentes com problemas cardíacos e de fígado.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As leituras, observações, vivências profissionais apresentadas neste trabalho tiveram a intenção de chamar a atenção para o “Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade”, algo ainda bastante desconhecido em nossa sociedade. Buscou-se mostrar que é um distúrbio sério, existente em uma parcela significativa das crianças, pouco diagnosticado ainda. Também se procurou fazer um esclarecimento de como proceder diante do alerta da escola ante um possível diagnóstico de TDAH. Falou-se, através de renomados profissionais, sobre a medicação, até agora o recurso mais apropriado, seguido da parceria com outros profissionais, minimizando este transtorno e dando uma melhor qualidade de vida ao portador e sua família.
Este transtorno ainda é cercado de muitos mitos, pelo próprio desconhecimento das pessoas, que opinam sem ter o menor conhecimento do assunto. Por isso a necessidade, principalmente nos meios de comunicação de maior alcance, de começar a mostrar o que é e as implicações do TDAH.
Entende-se que a melhor forma de desmistificar acontece pelo conhecimento, que deve ser baseado em muitas pesquisas e na ciência. Os avanços científicos em torno deste assunto são grandes, a bibliografia é vasta, a internet oferece muitas possibilidades, mas, infelizmente os conhecimentos não estão disseminados entre a população de um modo geral.
Muito ainda se teria a dizer sobre o TDAH, sobre as co-morbidades que podem vir agregadas, mas pensa-se que o mais importante é o alerta, diagnóstico por pessoas competentes e seguir aquilo que foi prescrito ao portador. O transtorno é crônico, portanto não adianta esperar que com o tempo passe. O que se precisa é tomar as atitudes necessárias. Isto não é feito por uma só pessoa, mas pela família, escola e os profissionais envolvidos no atendimento. Acredita-se que com está tríplice parceria: família, escola e equipe multidisciplinar, um grande avanço se estará dando no sentido de minimizar os comprometimentos deste transtorno.

8 REFERÊNCIAS


ARRUDA, Marco Antônio. Levados da Breca. Ribeirão Preto, SP: São Francisco Grupo Gráfico, 2006.

BROWN, Thomas E. Transtorno de Déficit de Atenção: a mente desfocada em crianças e adultos. Tradução: Hélio Magri Filho. RS: Porto Alegre: Artmed, 2007.

ISSA. Paulo André. Drogas e TDAH. Disponível em: www.pauloandreissa.com.br. Acesso em 26 jul. 2009.

MATTOS, Paulo. No Mundo da Lua: Perguntas e Respostas sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade em Crianças, Adolescentes e Adultos. São Paulo: SP, Lemos Editorial, 2001

SENA, S. S. ; DINIZ Neto, O. Distraído e a 1000 por hora: perguntas e respostas sobre o9 Transtorno de déficit de Atenção. Belo Horizonte: Anone Livros, 2005.

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A psicomotricidade como pré requisito ao processo de alfabetização.

Psicomotricidade é uma prática pedagógica que objetiva colaborar para o desenvolvimento global da criança no processo de ensino-aprendizagem, proporcionando os aspectos físicos, mental, e sócio-cultural, visando coerência com a realidade dos educandos. É a capacidade de coordenar os movimentos pressupondo o exercício de múltiplas funções psicológicas, motoras, de memorização, atenção, observação, raciocínio, discriminação, etc. O entendimento dos processos relacionados à motricidade é de suma importância para o planejamento pedagógico e psicopedagógico, centrado no desenvolvimento do aprendiz. Várias crianças tem apresentado deficit de aprendizagem devido á ausência de trabalhos focando certas habilidades necessárias a este avanço. Neste caso é necessário o apoio de um Psicopedagogo, que fará o diagnóstico e certamente, indicará a melhor maneira de se trabalhar com estas crianças. Todavia, este quadro pode ser evitado, se as Instituições responsáveis pela Educação Infantil adotarem o "brincar" como recurso necessário e diário em seus planejamentos.
A criança que anda sobre uma linha no chão; pula pneus, corda, amarelinha; rasteja; corre; engatinha; encontra objetos escondidos; percebe diferenças entre o cenário anterior e o atual; participa de atividades de musicalização; canta; dança; brinca de roda, de cabra cega, de passar anel, de baliza, de pique-pega, de pique-esconde, de pique-cola, de macaco disse, de Maria viola, etc... dificilmente apresentará dificuldades no processo de alfabetização. Os tradicionais rabinhos de porco e pontilhados dão lugar ao brincar com função pedagógica, andar sobre o rabinho de porco, desenhar no chão e observar seu desenho e os desenhos dos colegas. Ainda, adquirir ritmo através da musicalização, esquerda / direita, em cima / em baixo, fino / grosso, alto / baixo, grande / pequeno e tantas outra habilidades que possibilitam um rápido entendimento do processo de escrita e da leitura. Movimentos de pinça (pegar objetos com a ponta dos dedos), soprar canudinhos (bolinha de sabão), confeccionar pipas e brinquedos, rasgar e embolar papéis, reconhecimento de partes do seu corpo (macaco disse), favorecem o pegar no lápis e nos demais objetos escolares, estimulam o traçado das letras e a observação das diferenças entre b e d, por exemplo.
As trocas de V por F, D por T, podem ser evitadas desenvolvendo atividades que estimulem a percepção auditiva das crianças. Essas atividades possibilitam também a socialização dos educandos, respeito à sua vez, e às regras das atividades, disciplina e cooperação. A criança que tem o previlégio de fazer parte de uma Educação Infantil que enfatize as brincadeiras em seus planejamentos, certamente não encontrará dificuldades no processo de alfabetização, pois aprendeu de forma concreta, aquilo que no tempo certo irá colocar no papel. Em controvérsia, quando esta fase não é trabalhada, os danos se estenderão por boa parte - ou toda - a vida escolar da criança. A alfabetização pode e deve ser trabalhada na Educação Infantil, desde que isto aconteça de forma lúdica respeitando a idade e o tempo da criança.
Autora: Angela Adriana de Almeida Lima


Sindrome de Down - Você não está só!

Nós entendemos que, ao receber a notícia, você se sente como se fosse a única pessoa do mundo que tem um problema para resolver. Sentimentos de insegurança e incerteza, bem como dúvidas sobre como tratar a criança e o que o futuro lhe reserva, podem surgir. Procure informações corretas, através de médicos, profissionais especializados ou mesmo outros pais. Várias pessoas já passaram e passam todos os dias pelas dúvidas e incertezas que você está passando e podem ajudá-lo a entender melhor o que está acontecendo.A Internet é um recurso fabuloso, mas é, ao mesmo tempo, o melhor e o pior dos mundos. Como a rede não tem limites de espaço você vai encontrar tudo que já foi escrito a respeito do assunto, seja a descoberta mais recente, como os conceitos mais ultrapassados e, pior, nem sempre o que você encontra tem data. Você corre o risco de acreditar em afirmações que foram feitas há mais de 50 anos, só porque o site é bonitinho.Não confie demasiadamente em textos com mais de 5 anos. A evolução, tanto na área médica quanto na qualidade de vida de pessoas com síndrome de Down tem sido enorme e acontecido a passos largos.Algumas dicas podem ser úteis :
1.Não se deixe influenciar pela opinião de pessoas que nunca conviveram diretamente com uma criança com síndrome de Down, geralmente elas têm informações desatualizadas, preconceituosas e erradas – inclusive a mídia (jornais, revistas, tvs) e médicos que nunca atenderam essas crianças, mas falam a partir de longos textos acadêmicos que estudaram (e que, provavelmente, encontram-se muito desatualizados).
2.Diagnóstico não é profecia : o futuro do seu filho vai depender daquilo que você der condições e oportunidade para ele fazer e não do que um profissional possa ter dito em uma entrevista que você encontrou em um site.
3.Não fique correndo atrás de "cura milagrosa" : Existem dezenas de promessas na Internet, algumas até bem intencionadas (pessoas que realmente acreditam no que falam, mesmo que tecnicamente estejam totalmente erradas), e muitas má-intencionadas, que só querem se aproveitar de um momento delicado das famílias. Se você se deixa iludir por falsas promessas de cura ou de terapias que vão fazer do seu filho uma criança "normal", você deixa de aproveitar o tempo para investir nos potenciais e habilidades dele.
4.Conheça outros pais e outras crianças : a experiência dos outros sempre vai ser útil, mas não esqueça que você é diferente dos outros pais e seu filho diferente de outras crianças que tenham a mesma "deficiência". Participe de grupos de discussão, conheça associações, descubra o que eles estão fazendo, como estão fazendo. Mas nunca deixe de usar o seu filtro crítico para julgar o que, dentro dos seus valores familiares, é melhor para o seu filho.
5.Cuidado com o excesso de informação : Mesmo quando verdadeira e atualizada, existe muita informação que, dependendo do momento, é desnecessária. Seu filho acabou de nascer, não se angustie sobre as questões da adolescência. Não entre em paranóia porque algumas questões médicas têm uma maior incidência nas pessoas com síndrome de Down. Converse com outras pessoas – especialmente com o pediatra do seu filho – a respeito delas. Com o tempo você vai começar a distinguir as que lhe serão úteis das demais.

Mimos que recebi...

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como é bom ganhar presentes!

mimos e mimos...

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bom demais!

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