Ruth Coutinho Staedele
Everaldo da Silva
Resumo
Com os avanços da ciência e tecnologia, colocando a questão do conhecimento como prioritário, exigem-se pessoas cada vez mais capazes de criar e transformar o conhecimento. Em contrapartida, observa-se, no mundo letrado em que vivemos, pessoas impossibilitadas e incapazes de ler e escrever. A esta dificuldade damos o nome de dislexia. Uma ação eficaz se faz necessária para saber o que é, quais os seus sinais e que ação psicopedagógica pode ser a mais eficiente. O ponto de partida é uma avaliação investigativa através de uma equipe multidisciplinar, onde o psicopedagogo tem papel fundamental de sinalizar os sintomas mais evidentes do transtorno para que ocorra uma ação educativa amenizando os efeitos maléficos da dislexia. Este artigo, fruto de pesquisa bibliográfica e vivências do cotidiano, aborda o tema, querendo pontuar a trajetória dos portadores de dislexia que têm uma caminhada difícil durante a sua escolaridade e que se perpetua durante a vida, refletindo sobre o tratamento e reabilitação com os disléxicos para que tenham dignidade perante a sociedade em que estão inseridos.
Palavras-chave: Dislexia. Educador. Educando. Leitura. Escrita. Psicopedagogo.
1 INTRODUÇÃO
A palavra dislexia é originária do grego e está subdividida em duas partes: “dis”, que é a dificuldade e “lexia”, linguagem. Atualmente sabemos que a dislexia atinge uma em cada cinco crianças nos Estados Unidos. Sabe-se que a maior parte das crianças tem um grande desejo de ler, e o fazem naturalmente, muitas vezes sem ajuda de um professor. Contudo, com as crianças disléxicas esta experiência é frustrante e persistente durante a vida.
No decorrer dos tempos, estudiosos principalmente neurologistas, educadores estão envolvidos no estudo da dislexia. A dislexia tem base neurológica e sua causa é genética. Por isso é hereditário, o que justifica repetir-se nas mesmas famílias e sua incidência é maior no sexo masculino, numa proporção de 3/1.
Acredita-se que a dislexia pode ser amenizada com estratégias que favoreçam o ambiente escolar e social. Para que se possa lidar com este transtorno, necessita-se conhecer os seus sinais, pois ela se torna mais evidente na época da alfabetização. Geralmente quem em primeiro lugar percebe os sinais de dislexia são os professores e as mães dessas crianças. As percepções costumam aparecer quando a criança está em fase de alfabetização e apresenta dificuldades na leitura e na escrita.
A dislexia é uma dificuldade especifica no aprendizado da leitura, escrita, soletração, cálculos matemáticos, bem como a linguagem corporal e social. Não tem como causa, a motivação, à vontade ou a falta de interesse. A dificuldade maior no aprendizado dos disléxicos é na linguagem e se apresenta em diferentes graus. Não é uma doença, é um funcionamento diferenciado do cérebro para o processamento da linguagem. Pesquisas atuais, obtidas através de imagens cerebrais, acreditam que os disléxicos processam diferentemente as informações, tornando-as pessoas únicas em seu modo de aprender.
Baseada na experiência clínica de Jardini (2003, p .42) tem-se:
Que pelo fato dos disléxicos lidarem com os dois hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, simultaneamente, muitas vezes sem o predomínio de dominância cerebral, têm potencialmente, desenvolvidas mais habilidades, que trabalhando em conjunto, capacitam-nos acima dos “normais”, realizando com maestria inúmeras atividades ao mesmo tempo.
É importante que todos os que trabalham nesta área tenham um olhar humano e lúcido para entender realmente o que é dislexia, pois antes de uma definição fechada, é um jeito de ser e de aprender diferente. Pesquisadores e estudiosos acreditam que os disléxicos têm grandes chances de terem sucesso, uma vez que pelo ensino convencional travaram uma luta diária e com isso estimularam sua criatividade desenvolvendo habilidades para lidar melhor com seus problemas e frustrações.
2 O QUE É DISLEXIA
A dislexia é uma das mais comuns deficiências de aprendizado, e tem como causa principal uma dificuldade no ato de aprender a ler, escrever e soletrar. A dislexia, segundo Dubois (1993, p.197), “É um defeito de aprendizagem da leitura caracterizada por dificuldades na correspondência entre símbolos gráficos, às vezes mal reconhecidos, e fonemas, muitas vezes, mal identificados”.
Pessoas disléxicas e que nunca se trataram lêem com dificuldade, pois é difícil para elas assimilarem palavras, fazer a diferenciação entre os fonemas e grafemas destas palavras. Disléxicos geralmente soletram muito mal. Isto não quer dizer que crianças disléxicas são menos inteligentes; aliás, muitas delas apresentam um grau de inteligência normal ou até superior ao da maioria da população.
A complexidade do entendimento do que é dislexia está diretamente vinculada ao entendimento do ser humano: quem somos; o que é Memória e Pensamento, Pensamento e Linguagem; como aprendemos e o porquê de encontrar facilidades até geniais, mescladas de dificuldades até básicas em nosso processo individual de aprendizado. O maior problema para assimilarmos esta realidade está no conceito arcaico de que: "quem é bom, é bom em tudo"; isto é, a pessoa, porque é inteligente, tem que saber tudo e ser habilidosa em tudo o que faz.
A dislexia persiste apesar da boa escolaridade. É necessário que pais e educadores estejam cientes de que um alto número de crianças sofre de dislexia. Caso contrário, eles confundirão dislexia com preguiça, má vontade e até má disciplina. É normal que crianças disléxicas expressem sua frustração por meio de mau comportamento dentro e fora da sala de aula. Portanto, pais e educadores devem saber identificar os sinais que indicam que uma criança é disléxica e não preguiçosa pouco inteligente ou mal-comportada.
A dislexia é um transtorno específico de linguagem decorrente de disfunção neurológica nos centros de processamento fonológicos da linguagem, descrito no livro de Classificação Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 e Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais – DSM-IV.
A dislexia não deve ser motivo de vergonha para crianças que sofrem dela ou para seus pais. Dislexia não significa falta de inteligência e não é um indicativo de futuras dificuldades acadêmicas e profissionais. A dislexia, principalmente quando tratada, não implica em falta de sucesso no futuro. Alguns exemplos de pessoas disléxicas que obtiveram grande sucesso profissional são Thomas Edison (inventor), Tom Cruise (ator), Walt Disney (fundador dos personagens e estúdios Disney) e Agatha Christie (autora). Alguns pesquisadores acreditam que pessoas disléxicas têm até uma maior probabilidade de serem bem sucedidas; acredita-se que a batalha inicial de disléxicos para aprender de maneira convencional estimula sua criatividade e desenvolve uma habilidade para lidar melhor com problemas e com as frustrações que a vida lhes imprime. Em particular, a dislexia reflete uma deficiência no processamento auditivo central, resultando desta dificuldade pouca consciência fonológica dos fonemas e como consequência as dificuldades na leitura e na escrita.
2.1 TIPOS DE DISLEXIA
A dislexia atualmente é compreendida como uma síndrome que não se apresenta de uma forma única, em todas as crianças que são portadoras deste transtorno. A dislexia se apresenta em diferentes graus, estabelecendo-se a seguinte classificação: disfonética é a dislexia predominantemente fonológica e apresenta muita destas características: são as trocas de fonemas e grafemas, alterações na ordem das letras e sílabas, omissões ou acréscimos de letras, sílabas, palavras, muita dificuldade em discriminar os sons. Percebe-se também a substituição de palavras por sinônimos na escrita, não memoriza a tabuada, confusão de direita com esquerda, apresenta baixa auto-estima afetiva e intelectual.
Como os sujeitos percebem as palavras de forma global, efetuam trocas de palavras por palavras semelhantes. Geralmente os disléxicos com este tipo de dislexia, apresentam dificuldade maior na escrita. Segundo Carrol (1969 p. 234): “A disfonética se dá através de dificuldade auditiva, de análise e síntese, de discriminação, dificuldades temporais em perceber sucessão e duração”.
Outra forma da dislexia se apresentar é a diseidética, que se caracteriza por dificuldades predominantemente visuais. Estas dificuldades teriam como conseqüência a leitura silábica, troca por equivalentes fonéticos, dificuldade na coordenação e ritmo, letra ilegível e irregular, dificuldades em memorizar nomes, dificuldade na compreensão da leitura, divisão silábica, apresentando uma dificuldade maior para a leitura do que para a escrita. É sujeito que apresentam desatenção, resistência em atender ordens e limites, são desajeitados às vezes hiperativos. Segundo Carrol, (1969, p.198): “Dislexia Diseidética é a que possue dificuldades visuais, na percepção questáltica, na análise e síntese e dificuldades espaciais (percepção das direções, localizações, relações e distâncias)”.
Dislexia mista se caracteriza por leitores que apresentam problemas dos dois tipos acima citados: disfonéticos e diseidéticos. É importante ressaltar que é mais freqüente em um quadro de dislexia, que as alterações tratadas acima se apresentem de modo combinado, sendo mais comum observarmos uma dislexia mista. Ressaltamos também que os dois tipos de dislexia merecem ser tratados com um trabalho efetivo de reabilitação por profissionais competentes, pois os dois tipos são confundidos por seus pais e educadores como alunos desinteressados, negligentes, pois a atenção e interesse tendem a piorar quando pressionados ou largados.
Conforme relata Jardini (2003, p. 52) observa-se algumas reações pelos disléxicos no decorrer de sua vida escolar:
• Rejeição à escola/professora;
• Rejeição às tarefas escolares e domésticas;
• Desistência, apatia, desinteresse;
• Auto-suficiência, o “sabe-tudo”;
• Perfeccionismo;
• Fuga-vício em TV, Videogame. ”Surdez seletiva”
• Os pais recorrem à chantagem, castigos e recompensas materiais;
• Falta de responsabilidade;
• Serem crianças “folgadas” que escravizam seus irmãos e pais;
Estes problemas sugerem um tratamento que objetiva prioridades em curto prazo, concentrando esforços numa atividade de cada vez, falando abertamente com o disléxico sobre as suas dificuldades e mostrando-lhe a necessidade de empenho, respeitando o tempo de aprendizagem e reavaliando constantemente o seu progresso.
2.2 SINAIS E CARACTERISTICAS DA DISLEXIA
Os primeiros sinais de Dislexia na idade escolar podem ser detectados quando a criança apesar de estudar numa escola de ótima ensinagem, e estiver integrada num ambiente letrado, tem grande dificuldade em assimilar o que lhe é ensinado. Alguns dizem que a dislexia ocorre por causa de alteração no ouvido interno, que enviaria sinais distorcidos para o cérebro. “Os sinais não haverão de depender da intensidade da alteração dos sinais que chegam à localização e da função das áreas cerebrais que recebem os sinais distorcidos, bem como na capacidade do cérebro para interpretar a mensagem alterada”. (ROBIN, 1959).
Estas crianças apesar de muito inteligentes, com uma capacidade surpreendente, podem ser disléxicas. O melhor procedimento a ser adotado depois da suspeita é indicar uma equipe multidisciplinar para saber se é ou não disléxica. Os profissionais que fazem parte desta avaliação são o neuropediatra, o psicopedagogo, o psicólogo e o fonoaudiólogo.
Pesquisas cientificas neurobiológicas mostram que o sintoma mais conclusivo em uma criança é o atraso na aquisição da fala e a distorção e não percepção da sonoridade fonética das palavras. A dificuldade da discriminação fonética leva a criança a pronunciar as palavras de maneira errada, pois não percebe os sons básicos que compõem a palavra, já a partir do som da letra e da sílaba desde a mais tenra idade.
Portanto, sua dificuldade fonológica não se refere ao significado da palavra inteira, mas das partes sonoras de que a palavra é composta. Conforme Shaywitz (2006, p. 102):
“Os sinais mais contundentes da criança na idade escolar são”:
• Deficiência em entender, que as palavras podem ser divididas em partes. Incapacidade de ler palavras simples ou de pronunciá-las.
• Discurso não fluente durante a fala. Necessidade de tempo de encontrar a palavras certas, confundindo as palavras.
• Quando questionado leva tempo para dar uma resposta oral.
• Dificuldade em lembrar datas, números de telefones, listas...
• Utilização da língua imprecisa (memória imediata), tais como “coisa” em vez de usar o nome correto do objeto.
• A influência da leitura é inadequada, inventando, acrescentando e omitindo palavras ao ler e ao escrever.
• Desliga-se facilmente, entrando no “Mundo da lua”.
• Baixa auto-imagem e auto-estima, não gostam de ir para a escola. Esquiva-se de ler, especialmente em voz alta, pois geralmente apresenta leitura soletrada e sem ritmo.
• È impulsivo e interrompe os demais para falar, apresentando mudanças bruscas de humor.
• Omite, acrescenta troca e inverte a ordem e a direção das letras e das silabas. Dificuldade para ler as horas, sequências de dias, mês e as estações do ano.
• Excelente memória de longo prazo, lembrando experiências, lugares, filmes.
• Confunde direita-esquerda, em cima, embaixo, na frente, atrás.
• “Frustra-se facilmente com a escola, com a leitura, escrita e a matemática”.
Geralmente as crianças disléxicas apresentam combinações desses sinais, variando de intensidade de maneira muito pessoal. Após estes sinais serem detectados na vida escolar de um aluno através da avaliação multidisciplinar, sempre há uma maneira de contornar e amenizar o problema. É imprescindível que os pais e professores estejam atentos e possam ajudar o aluno com eventuais sinais de dislexia, apontando novos caminhos, encaminhando-os para os profissionais especializados para que os ajudem na dificuldade apresentada.
2.3 O PROFESSOR E O ALUNO DISLÉXICO
A escola é sempre o espaço onde a criança com dislexia vai sentir o maior impacto. Sempre que estiver lendo, escrevendo, fazendo suas atividades e interagindo com seus colegas, estará enfrentando, diariamente seu transtorno de aprendizagem.
Acredita-se que uma criança disléxica tem suas necessidades educacionais particulares, portanto cabe ao professor estudá-lo e pesquisar até encontrar o melhor meio de trabalhar com este aluno.Usar sempre mais de um canal de aprendizagem e informação, com diferentes recursos multissensoriais, criando novas formas de ensinar o mesmo assunto.
A criança com dislexia difere das outras da mesma idade em várias maneiras. Estas diferenças não são evidentes em todas as crianças com dislexia, e elas ocorrem em diversas combinações, assim como no nível de dificuldades varia muito. Por isto é muito importante que os educadores tenham informações dos sintomas da dislexia. (FILHO; THOMÈ, 2000, p. 256).
Sabe-se que para trabalhar com disléxicos o educador deve ter conhecimento e ser capacitado. Precisa saber quais os sinais, bem como saber diagnosticar a dislexia. Com este conhecimento trabalhará com o aluno, não permitindo que este se sinta excluído e com auto-estima baixa.
Observa-se muitas vezes, que os educadores têm um desconhecimento sobre o transtorno, considerando o aluno preguiçoso, desatento e sem motivação para aprender. Devido a estas desinformações, é importante que profissionais da área informem os educadores e responsáveis tudo a respeito da dislexia, para que possam saber lidar com esta dificuldade. Sem estas informações, os envolvidos com a situação, podem muitas vezes fazer com que o aluno disléxico trilhe por caminhos tortuosos, que acabam desestruturando sua vida e o meio social em que vive. Os educadores sem o devido conhecimento e preocupados em repassar conteúdos, sem saber como agir diante das dificuldades apresentadas, começam a discriminá-los.
Para trabalhar com esta criança o educador necessita primeiramente de muita paciência e compreensão, buscando motivação diária para atender as necessidades que um disléxico apresenta. Este não pode ser alfabetizado pelo método global, pois a criança disléxica não consegue visualizar o todo, necessitando dos recursos multissensoriais, através de todos os sentidos, pois sua maior dificuldade é fixar os fonemas.
O educador necessita de muita força de vontade para ajudá-lo, pois não existe uma receita ou um método especifico para alfabetizar. Necessita conhecer o assunto, buscar novas informações e pesquisar sobre dislexia, para saber que atividades fazer com este aluno, pois nenhum disléxico é igual.
Pais e educadores precisam trabalhar em conjunto, todos numa só direção, buscando aumentar a auto-estima do disléxico, valorizando o que ele já consegue fazer sozinho, tomando o cuidado para não pontuar os erros cometidos, dando maior ênfase aos acertos e conquistas.
Além disso, alunos disléxicos necessitam de uma atenção especial por parte dos educadores, que deve ser o mais natural possível, pois é um aluno como outro qualquer, apenas é disléxico. O olhar deve ser dirigido diretamente quando falar com ele, isso enriquece e favorece muita a comunicação. Sentá-lo mais próximo possível da mesa do educador, pois favorece o diálogo, facilita o acompanhamento, cria e fortalece novos vínculos.
O educador deve observar se o aluno está interagindo com seus colegas. Geralmente tem qualidades que são valorizadas favorecendo o relacionamento. Entretanto apresenta dificuldades nas atividades em grupo e os colegas tendem a rejeitá-lo nestes momentos. Com um jeitinho especial e muito discretamente o professor deve inserí-lo no grupo.
Outra maneira de auxiliar este aluno é explicando a ele o que é dislexia, ajudando-o em sua aprendizagem e incentivando-o a buscar sempre mais o conhecimento, com persistência e dedicação. O professor que trabalha com disléxico, jamais deverá fazê-lo ler em voz alta, frente aos colegas, pois isto o deixa muito constrangido. Permitir em muitos momentos o uso do gravador, calculadora, recursos da informática, estimulando-o ao uso de outras linguagens, principalmente os recursos multissensoriais.
O educador necessita de boa vontade para colaborar nesse processo, pois não existe uma receita ou um método especifico para alfabetizar. O educador necessita conhecer o assunto, buscar novas informações e pesquisar sobre dislexia, para saber que atividades fazer com este aluno, pois nenhum disléxico é igual. O educador deve estar oportunizando ao seu aluno disléxico um desenvolvimento global, sabendo que seu ritmo de aprendizagem é outro, sendo humano e sensível, independente do fato desse aluno apresentar uma dificuldade ou não.
Para minimizar os problemas advindos deste transtorno Jardini (2003, p.53) sugere algumas dicas para a sala de aula:
• Colocá-lo de frente e no centro da lousa, preferencialmente na primeira carteira.
• Tê-lo sempre perto da professora, principalmente na organização e seqüência das atividades.
• Exigir disciplina e concentração no conteúdo abordado, permitindo opiniões espontâneas, desde que pertinentes ao assunto. Dizer ao aluno caso sua colocação esteja fora do contexto.
• Valorizar sempre o conteúdo trabalhado e “tolerar” as dificuldades gramaticais, como letra maiúscula, parágrafo, pontuação, acentuação, caligrafia irregular. Diminuir a tolerância à medida que os anos escolares se sucedem.
• O disléxico tem dificuldade com a orientação e organização espaciais. Pode pular folhas do caderno, linhas, escrever em apostila trocada, fazer anotações em locais inadequados. Mostrar sempre o certo, não punir o erro e não criticá-lo pela falta de atenção.
• Estar sempre em contato com o profissional que atende o aluno, sabendo quais letras já foram trabalhadas para que possa ser exigido o acerto.
• Não trabalhar no limite, esperando que com o tempo vai passar. Sempre entre em contato com a coordenação, com os pais, com os profissionais que atendem o disléxico. O stress do professor só piora a quadro, traz frustração e afeta a motivação de todos. Mantenha o bom humor e a confiança de que haverá sucesso.
Acredita-se que o educador deve trabalhar sempre com os disléxicos observando os pontos fortes que estas pessoas apresentam positivamente e que as distinguem de outras, sobressaindo-se das demais. Destaca-se alguns desses fatores, como: bom humor, bom nível intelectual, muita criatividade, facilidade em fazer amigos, aptidões artísticas e intuitivas e habilidade em lidar com muitas situações ao mesmo tempo.
2.5 DISLEXIA SOB O ENFOQUE PSICOPEDAGÓGICO
Sob o enfoque psicopedagógico a dislexia é um transtorno do processo de aprendizagem que se observa no início da aquisição da leitura, escrita e na soletração. Os educandos apresentam uma ineficiência incomum nas habilidades da leitura e escrita no decorrer do seu desenvolvimento educacional, apesar de possuírem uma grande potencialidade.
A dislexia vai surgir nos momentos iniciais da aprendizagem da leitura e da escrita. É uma dificuldade específica nos processamentos da linguagem para reconhecer, associar e ordenar os sons e as formas das letras, organizando-as corretamente. É certamente um modo diferenciado no funcionamento dos centros neurológicos de linguagem. É frequente encontrar-se outras pessoas da mesma família com as histórias de insucesso na escola. O importante é aceitar a dislexia como uma dificuldade de linguagem que deve ser tratada por profissionais especializados.
Há crianças que apesar de todas as dificuldades, conseguem se alfabetizar, mas vão carregando a sua dislexia muito camuflada, e são vistas como desinteressadas e cobradas com exigências que não tem como pagar. Devido a isto surgem as reações de apatia, revolta e conflitos da criança e dos familiares.
O primeiro passo a ser feito é se iniciar um trabalho psicopedagógico com o disléxico. Esta intervenção psicopedagógica tem para o disléxico, um caráter de urgência e o estará habilitando para a leitura e a escrita, uma vez que são habilidades básicas para o conhecimento de si mesmo e do mundo que o cerca. Esta atuação psicopedagógica também deve ser estendida à família do disléxico, inserindo-a ao tratamento, já que ela também sofre os insucessos e fracassos de seus filhos, pois faz tentativas de auxiliar o filho que fracassam.
Para tanto a dinâmica familiar deve mudar e necessita receber apoio e orientação para minimizar a ansiedade gerada. Esta ação se deve estender também à escola, sensibilizando seus educadores de que o disléxico pode aprender, que merece o respeito de todos os envolvidos em sua educação, mas que necessita de técnicas e estratégias que o ajudem nessa caminhada.
Sabe-se que esta intervenção é de fundamental importância e que a Psicopedagogia pode contribuir em muitos aspectos conforme nos relata Scoz:( 1994, p. 160)
A Psicopedagogia seria a área de atuação mais indicada para atender às crianças com problema para aprender, porque oferece uma ação multidisciplinar e conta com um acervo de técnicas de diagnóstico e tratamento capazes de atingir e eliminar os problemas de aprendizagem em suas raízes. O trabalho psicopedagógico também auxilia o aluno na sua produção escolar e para além dela, ao colocá-lo em contato com suas reações frente à tarefa escolar, com seus vínculos com pessoas ou com conteúdos escolares, com seus lapsos, bloqueios, sentimentos de angústia e hesitações.
O olhar e escuta psicopedagógicos, entendem a dislexia: sob um viés integrativo, onde o aluno é visto de forma holística, bem como a instituição família e sistema educacional, na figura da escola. A atuação psicopedagógica visa auxiliar o aluno para que este tenha um desenvolvimento na aprendizagem que lhe seja significativo e prazeroso, sabendo que ele realmente pode e é capaz de produzir. Que todo o trabalho psicopedagógico seja consistente e articulado com todo o processo educacional, considerando o ser humano em toda a sua amplitude.
2.6 TRATAMENTO PARA OS DISLÉXICOS
Apesar de o assunto dislexia ser bastante antigo, hoje é que a dislexia se torna mais presente, nas discussões em sala de aula, entre os educadores e diretores escolares. Porém apesar de discutir não sabem como fazer para ajudar os alunos disléxicos.
Sabe-se da grande importância de se conhecer os sinais e sintomas dos disléxicos, para que possa ser administrado um tratamento efetivo, para determinar com eficácia os fatores mais relevantes para uma reabilitação de sucesso. Além disso, o diagnóstico deve ter significado para os pais e educadores, assim como para o aluno.
Felizmente, já existem tratamentos que minimizam os traumas da dislexia. Estes tratamentos buscam estimular a capacidade cerebral de relacionar letras aos sons que as representam e ao significado das palavras que elas formam. Muitos estudiosos do assunto acreditam que quanto mais cedo é tratada a dislexia, maior a chance de corrigir as falhas que esta apresenta ao longo da escolaridade, pois o disléxico sofrendo com contínuas exigências, sofre as frustrações e marcas do seu insucesso, fazendo com que sua auto-imagem se carregue de características negativas, provocando o sentimento cada vez maior de incompetência e inadequação.
O passo inicial do tratamento é a intervenção psicopedagógica, procurando buscar os talentos do disléxico, pontuando o que já é capaz de fazer, ajudando-o a descobrir modos compensatórios de aprender. Uma maneira bastante prazerosa e que traz resultados é o trabalho com jogos educativos, leituras e letras musicais, rimas e parlendas, atividades para desenvolver a escrita e habilidades de memória e atenção. À medida que vai acontecendo avanço na aprendizagem, o disléxico vai adquirindo a autoconfiança e resgatando a sua auto-estima.
É importante no tratamento da dislexia haver um programa em etapas, e mudar somente quando o anterior for completamente absorvido e sempre retornar as etapas anteriores. Dando a este tratamento o nome de sistema multissensorial e cumulativo. (PAIN, 1978, p. 93).
Para o profissional que trabalha com esta problemática a dislexia é uma dificuldade na leitura e escrita. O melhor tratamento para a criança é colocá-la em contato com os sons da língua, de forma que se escutem os sons lingüísticos. Fazer leituras de textos que contenham aliterações, rimas, músicas, estimulações de funções cognitivo-perceptivas, coordenação motora fina, seqüência numérica, formas de letras.
O melhor auxilio a ser dado a esta criança é trabalhar a consciência fonológica com técnicas específicas e estimulação oral e auditiva favorecendo o processamento de sons e estimulando e minimizando as deficiências que apresenta.
Segundo Vicente Martins (2002 p. 65): “Nossas escolas não estão preparadas para receber nossos alunos disléxicos, pois há educadores desinformados do que seja realmente o disléxico”.
Para os psicólogos, a origem da dislexia esta em um distúrbio da linguagem, que pode ser oral, escrita, ou as duas formas juntas. O melhor tratamento a ser feito com a criança disléxica, é em primeiro lugar não compará-la com outras crianças e não exercer pressão sobre ela, como leitura em voz alta perante aos outros alunos. É importante saber que a criança disléxica não é portadora de deficiência mental, física, auditiva, visual ou múltipla. É uma condição humana, o fato de a criança ser disléxica pode lhe comprometer o estado emocional.
O melhor tratamento para essa criança é o acompanhamento de uma equipe de profissionais, juntamente com o professor das séries iniciais. O melhor auxílio a ser dado para esta criança é fazer um trabalho paralelo utilizando a compreensão da linguagem oral e escrita usando todos os recursos multissensoriais. É importante também fazer um trabalho conjunto com o professor para que o mesmo reconheça uma criança com problemas de incapacidade de escrever e ler e a encaminhe o mais breve possível para um programa de reabilitação.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apresentou-se este trabalho com a intenção de propor aos leitores uma reflexão sobre dislexia, tema este que já foi debatido em novela, encontrado diariamente nos meios escolares, mas ainda desconhecido pela maioria dos indivíduos, principalmente educadores que trabalham com os mesmos.
Por isso trata-se de conceituar dislexia, bem como relatar sobre os sinais e estratégias que os educadores devem usar para trabalhar com seus educandos. Ressaltam-se também os transtornos mais evidentes e as dicas de como trabalhar em sala de aula com os disléxicos para que possam assegurar o acesso às suas reais necessidades bem como condições de enfrentar o seu dia-a-dia com mais humanidade.
Aborda-se também a atuação psicopedagógica que se faz necessária e que vai ser direcionada aos sintomas do educando, visando à superação dos mesmos, já que estes acabam impedindo a evolução do seu processo de aprendizagem.O principal objetivo é refletir sobre a prática que norteia o fazer psicopedagógico.Sabe-se que a aprendizagem passa por um processo de construção e reconstrução e por isso a importância desta ação que é como, e o que se deve ensinar.
Acredita-se que os psicopedagogos estão habilitados para iniciarem o trabalho na intervenção precoce em alunos com dislexia, pois possuem formação mais específica que a de outros educadores em relação à fundamentação teórica destas dificuldades de aprendizagem, trabalhando efetivamente para corrigir os erros de leitura e escrita bem como os problemas comportamentais apresentados pelo aluno no seu desenvolvimento educacional, orientando tanto a escola, como os pais.
Afirma-se cada vez mais que o trabalho com o aprendizado escolar deve ser multidisciplinar. Embora esta seja uma verdade reconhecida, na prática nem sempre é assim que acontece. O trabalho em conjunto é bastante proveitoso, permitindo aos profissionais a troca de conhecimentos nas diversas especialidades.
Considera-se que todo trabalho escolar e com especialistas deve ser muito responsável e profissional, não envolvendo excessos de mimo e dependência, mas exigindo com firmeza tudo o que o aluno é capaz de realizar, sobretudo apontar seus limites respeitando-o e estimulando-o nos seus avanços. Sabe-se que o caminho se faz ao caminhar e que para o sucesso não há receitas e sim a segurança, o amor e a dedicação com todos os envolvidos no aprendizado do disléxico.
4 REFERÊNCIAS
CAROLL, Jonh. B. Psicologia da Linguagem, Rio de Janeiro: Zahar, 1969.
DUBOIS, Jean. Dicionário de lingüística. SP: Cultrix, 1993.
FILHO, Tavares; THOMÈ, Elizario. Distúrbio da aprendizagem/ Programa de Educação Especial. Universidade Federal do Fluminense, 2000.
JARDINI, Renata Savastano R. Método das boquinhas: alfabetização e reabilitação dos distúrbios da leitura e escrita: fundamentação teórica, livro1.São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.
MARTINS, Vicente. Lingüística Aplicada às dificuldades de aprendizagem relacionadas com a linguagem: dislexia, disgrafia e disortografia. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 2002.
PAIN, Sara. Diagnóstico e Tratamento dos problemas de aprendizagem. Nova Visão, 1978.
ROBIN, Gilbert. A Criança e Nós. Tradução de Helena Bessemann Viana, Transtorno da Elaboraçao Intelectual. Rio de Janeiro, Fundo de Cultura, 1959.
SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e realidade escolar: o problema escolar e de aprendizagem. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.
SHAYWITZ, Sally. Entendendo a Dislexia. Um novo e Completo Programa Para Todos os Níveis de Problemas de Leitura. Artemed, 2008.
21 de agosto de 2009
DISLEXIA SOB O ENFOQUE PSICOPEDAGÓGICO:
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A psicomotricidade como pré requisito ao processo de alfabetização.
Psicomotricidade é uma prática pedagógica que objetiva colaborar para o desenvolvimento global da criança no processo de ensino-aprendizagem, proporcionando os aspectos físicos, mental, e sócio-cultural, visando coerência com a realidade dos educandos. É a capacidade de coordenar os movimentos pressupondo o exercício de múltiplas funções psicológicas, motoras, de memorização, atenção, observação, raciocínio, discriminação, etc. O entendimento dos processos relacionados à motricidade é de suma importância para o planejamento pedagógico e psicopedagógico, centrado no desenvolvimento do aprendiz. Várias crianças tem apresentado deficit de aprendizagem devido á ausência de trabalhos focando certas habilidades necessárias a este avanço. Neste caso é necessário o apoio de um Psicopedagogo, que fará o diagnóstico e certamente, indicará a melhor maneira de se trabalhar com estas crianças. Todavia, este quadro pode ser evitado, se as Instituições responsáveis pela Educação Infantil adotarem o "brincar" como recurso necessário e diário em seus planejamentos.
A criança que anda sobre uma linha no chão; pula pneus, corda, amarelinha; rasteja; corre; engatinha; encontra objetos escondidos; percebe diferenças entre o cenário anterior e o atual; participa de atividades de musicalização; canta; dança; brinca de roda, de cabra cega, de passar anel, de baliza, de pique-pega, de pique-esconde, de pique-cola, de macaco disse, de Maria viola, etc... dificilmente apresentará dificuldades no processo de alfabetização. Os tradicionais rabinhos de porco e pontilhados dão lugar ao brincar com função pedagógica, andar sobre o rabinho de porco, desenhar no chão e observar seu desenho e os desenhos dos colegas. Ainda, adquirir ritmo através da musicalização, esquerda / direita, em cima / em baixo, fino / grosso, alto / baixo, grande / pequeno e tantas outra habilidades que possibilitam um rápido entendimento do processo de escrita e da leitura. Movimentos de pinça (pegar objetos com a ponta dos dedos), soprar canudinhos (bolinha de sabão), confeccionar pipas e brinquedos, rasgar e embolar papéis, reconhecimento de partes do seu corpo (macaco disse), favorecem o pegar no lápis e nos demais objetos escolares, estimulam o traçado das letras e a observação das diferenças entre b e d, por exemplo.
As trocas de V por F, D por T, podem ser evitadas desenvolvendo atividades que estimulem a percepção auditiva das crianças. Essas atividades possibilitam também a socialização dos educandos, respeito à sua vez, e às regras das atividades, disciplina e cooperação. A criança que tem o previlégio de fazer parte de uma Educação Infantil que enfatize as brincadeiras em seus planejamentos, certamente não encontrará dificuldades no processo de alfabetização, pois aprendeu de forma concreta, aquilo que no tempo certo irá colocar no papel. Em controvérsia, quando esta fase não é trabalhada, os danos se estenderão por boa parte - ou toda - a vida escolar da criança. A alfabetização pode e deve ser trabalhada na Educação Infantil, desde que isto aconteça de forma lúdica respeitando a idade e o tempo da criança.
Autora: Angela Adriana de Almeida Lima

A criança que anda sobre uma linha no chão; pula pneus, corda, amarelinha; rasteja; corre; engatinha; encontra objetos escondidos; percebe diferenças entre o cenário anterior e o atual; participa de atividades de musicalização; canta; dança; brinca de roda, de cabra cega, de passar anel, de baliza, de pique-pega, de pique-esconde, de pique-cola, de macaco disse, de Maria viola, etc... dificilmente apresentará dificuldades no processo de alfabetização. Os tradicionais rabinhos de porco e pontilhados dão lugar ao brincar com função pedagógica, andar sobre o rabinho de porco, desenhar no chão e observar seu desenho e os desenhos dos colegas. Ainda, adquirir ritmo através da musicalização, esquerda / direita, em cima / em baixo, fino / grosso, alto / baixo, grande / pequeno e tantas outra habilidades que possibilitam um rápido entendimento do processo de escrita e da leitura. Movimentos de pinça (pegar objetos com a ponta dos dedos), soprar canudinhos (bolinha de sabão), confeccionar pipas e brinquedos, rasgar e embolar papéis, reconhecimento de partes do seu corpo (macaco disse), favorecem o pegar no lápis e nos demais objetos escolares, estimulam o traçado das letras e a observação das diferenças entre b e d, por exemplo.
As trocas de V por F, D por T, podem ser evitadas desenvolvendo atividades que estimulem a percepção auditiva das crianças. Essas atividades possibilitam também a socialização dos educandos, respeito à sua vez, e às regras das atividades, disciplina e cooperação. A criança que tem o previlégio de fazer parte de uma Educação Infantil que enfatize as brincadeiras em seus planejamentos, certamente não encontrará dificuldades no processo de alfabetização, pois aprendeu de forma concreta, aquilo que no tempo certo irá colocar no papel. Em controvérsia, quando esta fase não é trabalhada, os danos se estenderão por boa parte - ou toda - a vida escolar da criança. A alfabetização pode e deve ser trabalhada na Educação Infantil, desde que isto aconteça de forma lúdica respeitando a idade e o tempo da criança.
Autora: Angela Adriana de Almeida Lima
Sindrome de Down - Você não está só!
Nós entendemos que, ao receber a notícia, você se sente como se fosse a única pessoa do mundo que tem um problema para resolver. Sentimentos de insegurança e incerteza, bem como dúvidas sobre como tratar a criança e o que o futuro lhe reserva, podem surgir. Procure informações corretas, através de médicos, profissionais especializados ou mesmo outros pais. Várias pessoas já passaram e passam todos os dias pelas dúvidas e incertezas que você está passando e podem ajudá-lo a entender melhor o que está acontecendo.A Internet é um recurso fabuloso, mas é, ao mesmo tempo, o melhor e o pior dos mundos. Como a rede não tem limites de espaço você vai encontrar tudo que já foi escrito a respeito do assunto, seja a descoberta mais recente, como os conceitos mais ultrapassados e, pior, nem sempre o que você encontra tem data. Você corre o risco de acreditar em afirmações que foram feitas há mais de 50 anos, só porque o site é bonitinho.Não confie demasiadamente em textos com mais de 5 anos. A evolução, tanto na área médica quanto na qualidade de vida de pessoas com síndrome de Down tem sido enorme e acontecido a passos largos.Algumas dicas podem ser úteis :
1.Não se deixe influenciar pela opinião de pessoas que nunca conviveram diretamente com uma criança com síndrome de Down, geralmente elas têm informações desatualizadas, preconceituosas e erradas – inclusive a mídia (jornais, revistas, tvs) e médicos que nunca atenderam essas crianças, mas falam a partir de longos textos acadêmicos que estudaram (e que, provavelmente, encontram-se muito desatualizados).
2.Diagnóstico não é profecia : o futuro do seu filho vai depender daquilo que você der condições e oportunidade para ele fazer e não do que um profissional possa ter dito em uma entrevista que você encontrou em um site.
3.Não fique correndo atrás de "cura milagrosa" : Existem dezenas de promessas na Internet, algumas até bem intencionadas (pessoas que realmente acreditam no que falam, mesmo que tecnicamente estejam totalmente erradas), e muitas má-intencionadas, que só querem se aproveitar de um momento delicado das famílias. Se você se deixa iludir por falsas promessas de cura ou de terapias que vão fazer do seu filho uma criança "normal", você deixa de aproveitar o tempo para investir nos potenciais e habilidades dele.
4.Conheça outros pais e outras crianças : a experiência dos outros sempre vai ser útil, mas não esqueça que você é diferente dos outros pais e seu filho diferente de outras crianças que tenham a mesma "deficiência". Participe de grupos de discussão, conheça associações, descubra o que eles estão fazendo, como estão fazendo. Mas nunca deixe de usar o seu filtro crítico para julgar o que, dentro dos seus valores familiares, é melhor para o seu filho.
5.Cuidado com o excesso de informação : Mesmo quando verdadeira e atualizada, existe muita informação que, dependendo do momento, é desnecessária. Seu filho acabou de nascer, não se angustie sobre as questões da adolescência. Não entre em paranóia porque algumas questões médicas têm uma maior incidência nas pessoas com síndrome de Down. Converse com outras pessoas – especialmente com o pediatra do seu filho – a respeito delas. Com o tempo você vai começar a distinguir as que lhe serão úteis das demais.
1.Não se deixe influenciar pela opinião de pessoas que nunca conviveram diretamente com uma criança com síndrome de Down, geralmente elas têm informações desatualizadas, preconceituosas e erradas – inclusive a mídia (jornais, revistas, tvs) e médicos que nunca atenderam essas crianças, mas falam a partir de longos textos acadêmicos que estudaram (e que, provavelmente, encontram-se muito desatualizados).
2.Diagnóstico não é profecia : o futuro do seu filho vai depender daquilo que você der condições e oportunidade para ele fazer e não do que um profissional possa ter dito em uma entrevista que você encontrou em um site.
3.Não fique correndo atrás de "cura milagrosa" : Existem dezenas de promessas na Internet, algumas até bem intencionadas (pessoas que realmente acreditam no que falam, mesmo que tecnicamente estejam totalmente erradas), e muitas má-intencionadas, que só querem se aproveitar de um momento delicado das famílias. Se você se deixa iludir por falsas promessas de cura ou de terapias que vão fazer do seu filho uma criança "normal", você deixa de aproveitar o tempo para investir nos potenciais e habilidades dele.
4.Conheça outros pais e outras crianças : a experiência dos outros sempre vai ser útil, mas não esqueça que você é diferente dos outros pais e seu filho diferente de outras crianças que tenham a mesma "deficiência". Participe de grupos de discussão, conheça associações, descubra o que eles estão fazendo, como estão fazendo. Mas nunca deixe de usar o seu filtro crítico para julgar o que, dentro dos seus valores familiares, é melhor para o seu filho.
5.Cuidado com o excesso de informação : Mesmo quando verdadeira e atualizada, existe muita informação que, dependendo do momento, é desnecessária. Seu filho acabou de nascer, não se angustie sobre as questões da adolescência. Não entre em paranóia porque algumas questões médicas têm uma maior incidência nas pessoas com síndrome de Down. Converse com outras pessoas – especialmente com o pediatra do seu filho – a respeito delas. Com o tempo você vai começar a distinguir as que lhe serão úteis das demais.











































4 comentários:
Parabéns pelo material!!
Parabéns pelo material!
hola, que bonito blog. te invito a ver el mio http://enlaescuelacabentodos.blogspot.com/
besos
Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo? Andei meio sumidinha, mas estou aqui fazendo uma visita. Parabéns pelas atividades. Quando puder, visite meus outros blogs. Deus te abençoe. Bjs docinhos da Tia Rose
http://ensinandoeaprendendocomatiarose1.blogspot.com
http://ensinandoospequeninos.blogspot.com/
http://ideiaseartesdarose.blogspot.com/
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