A dislexia foi denominada antigamente de dificuldade específica de aprendizagem da leitura e escrita. Sua primeira definição foi proposta por Orton (1937), que julgava a dificuldade ser proveniente de falhas no desenvolvimento da dominância do hemisfério cerebral esquerdo para a linguagem.
Adoto a seguinte definição, descrita pelo Prof. Ian Smythe, especialista internacional sobre a dislexia:
"São alterações resultantes de limitações sensoriais discretas ou de anomalias na organização dinâmica dos circuitos cerebrais responsáveis pela coordenação vísuo-audio-motora. Os indivíduos acometidos são portadores de diferenças de aprendizagem específicas, não tratando-se portanto de uma patologia e sim de um modo diferente de pensar, não uma incapacidade".
O "nome" dislexia pode, muitas vezes, rotular a criança, estigmatizando-a como um problema a ser resolvido e, como conseqüência, passa a enfrentar muitas dificuldades, decorrentes desta discriminação. Porém, todo e qualquer rótulo é fruto da ignorância sobre o tema, da falta de informação e interesse em compreender o distúrbio e suas diversas formas de abordá-lo. As experiências sobre este tema, por nós vivenciadas, faz-nos crer que a discriminação sofrida por uma criança disléxica nasce anteriormente na atitude do educador, que se depara com suas limitações para ensinar, do que com as deficiências apresentadas pela própria criança.
Etiologia Atualmente é unânime a constatação de que trata-se de um distúrbio de origem neurológica, congênito e hereditário, sendo comum apresentar-se em parentes próximos. Quanto à predominância sexual, há controvérsias, mas encontra-se mais publicações referindo que há maior incidência no sexo masculino (7 meninos para 3 meninas), confirmados por Shaywitz et al. (1996).
As alterações no processamento cerebral têm sido atualmente pesquisadas pela Neuropsicologia e Neuroquímica. Estudos recentes pela equipe do Dr. Fagerheim, da Noruega, descobriram que o gene DYX3, do cromossomo 2 estaria relacionado aos distúrbios da leitura e escrita (Martins, 2001). Estudos bioquímicos estão sendo desenvolvidos em relação à quantidade de testosterona no cérebro devido a maior incidência de disléxicos no sexo masculino.
A Neurofisiologia, com estudos de Larsen et al. (1990); Rumsey et al. (1997), destaca que nos disléxicos há homogeneidade nos volumes cerebrais e ausência de assimetria, baseada em pesquisas realizadas por meio do PETSCAN (mapeamento de neurônios acoplado à ressonância cerebral magnética, pela emissão de pótitrom).
As possíveis alterações emocionais ou comportamentais apresentadas por crianças disléxicas não são fatores etiológicos do problema e sim conseqüências do mesmo, que não corretamente diagnosticado e tratado, leva comumente às perdas escolares e sociais, passíveis de causarem graves conseqüências emocionais. Condemarin & Blomquist (1986) sugerem que a psicoterapia é um método adequado de tratamento apenas numa minoria dos casos e que é desejável adiar a consideração da necessidade de psicoterapia até que os efeitos do ensino terapêutico sejam evidentes, pois na maioria dos casos, as crianças com distúrbios da leitura e escrita melhoram quanto à adaptação da sua personalidade quando começam a ter êxito na atividade escolar. Deve-se ressaltar, também, que as condições sócio-financeiras da família, bem como sua estabilidade emocional não são fatores etiológicos da dislexia, podendo, no entanto, agravar o distúrbio, uma vez que alteram a estabilidade e promovem desarmonia no seio familiar.
Quadro ClínicoNo quadro clínico encontram-se eletroencefalograma (EEG) normal; exame neurológico normal; tomografia computadorizada encefálica (TCE) normal; possíveis atrasos ou alterações resistentes de fala, o que poderia atentar-se para a pré-dislexia (Caraciki, 1994); dificuldades de aprendizagem; acuidade visual normal; acuidade auditiva normal; alterações no Processamento Auditivo Central (PAC); PETSCAN alterado e ressonância nuclear magnética por imagem (RMI), com volumes cerebrais homogêneos e ausência de assimetria cerebral. Inteligência normal ou acima da média.
Fica claro que uma equipe multidisciplinar faz-se necessária para o diagnóstico da dislexia, que, é de exclusão, uma vez que a maioria dos exames clínicos convencionais apresentam resultados dentro da normalidade. Esta equipe dará a devida orientação e/ou continuidade ao tratamento a ser realizado.
Fatores Fortes
A dislexia é comumente descrita enfocando-se os fatores fracos dos disléxicos, sua falhas ou seqüelas, que são inúmeros quando comparados às performances dos indivíduos ditos "normais". O próprio educador e os pais podem relatar, com minúcias, todos os erros e equívocos que estes indivíduos cometem, sendo esta questão a grande problemática.
Reparo, baseada em experiência clínica e em contato com inúmeros disléxicos com os quais convivo, que a insistência em enfocar-se o lado "doente" dos disléxicos faz-nos seres limitados, comparados ao seu brilhantismo, quando reabilitados. Talvez pelo fato dos disléxicos lidarem com os dois hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, simultaneamente, muitas vezes sem predomínio de dominância cerebral, têm potencialmente, desenvolvidas mais habilidades, que trabalhando em conjunto, capacitam-nos acima dos normais, realizando com maestria, inúmeras atividades ao mesmo tempo. Quando reabilitados, conscientes de seu potencial e ao mesmo tempo de suas dificuldades, controlam a dispersão, desenvolvem a atenção e a disciplina, que são fatores fundamentais para o seu sucesso e alcançam êxito nas habilidades de linguagem.
Acredito que a ênfase deveria ser dada à "saúde" do disléxico, ou seja, suas potencialidades, que são, sem qualquer sombra de dúvida, ilimitadas, quando comparadas aos "normais". Este enfoque, positivista do caso, tem sua importância para pais, professores e para os disléxicos em geral, pois lhes abre caminho para o sucesso, em lugar de fechar-lhes as portas. Isto é facilmente observável quando reabilitamos adultos disléxicos, que muitas vezes chegam aos consultórios com queixas indefinidas, que abrangem insatisfações pessoais com performances linguísticas abaixo de seu real potencial.
Assim sendo, destaco alguns destes fatores, como: ótimo nível intelectual, criatividade acima do esperado, bom humor, fácil socialização, sendo o "amigo de todos", facilidade em quebrar paradigmas, genialidade, inventividade, aptidões intuitivas e artísticas, habilidade em lidar com múltiplas situações ao mesmo tempo, facilidade em desenvolver a inteligência emocional, e em alguns casos, maior facilidade com o cálculo matemático.
Fatores Fracos
Como citado anteriormente, por tratar-se de uma patologia com características sindrômicas, muitos sintomas podem estar presentes nos indivíduos disléxicos. Fica então claro que a observância de apenas uma ou duas características não é evidência da presença da patologia, que ressaltando mais uma vez, deve ser avaliada por especialista e equipe multidisciplinar.
TIPOS DE DISLEXIA
Dislexia Predominantemente Visual:
. inversões (letras, sílabas, palavras, frases). Ex.: pra/par, sol/los, pedra/preda, quebra/breca;
. omissões (letras, sílabas, palavras, linhas). Ex.: óculos/óclos, relógio/relógo, entrada/etrada;
. aglutinações de palavras na frase. Ex.: /omeninopu loua cerca/,
. não corta o /t/;
. não pinga o /i/;
. trocas espaciais (b/d, p/q, 2/5, 12/21, par/pra, as/sa);
. espelhamento resistente de números e letras;
. não soletra, não analisa nem sintetiza a palavra, decompondo-a em letras;
. dificuldade na coordenação e ritmo;
. confusões na leitura. Ex.: esguia/estria, mamadeira/madeira, aflição/afiliação;
. neografismos (cria letras que são a somatória de duas ou mais, como /d/ cortado;
. neologismos (na fala, inventa palavras. Ex.: enfestado=arrumado para uma festa);
. disgrafias (letra ilegível e irregular);
. dificuldades na leitura de palavras (decodificação, lê errado embora entenda o que leu);
. confusão de direita com esquerda;
. falta de predomínio da dominância cerebral (ambidestrismo?);
. desajeitado, derruba tudo, às vezes hiperativo;
. dificuldade para dar laçadas;
. dificuldades em memorizar nomes, telefones;
. dificuldades com memória imediata, repetir em seguida, frases ouvidas;
. dificuldades com fisionomias;
. dificuldades ao vestir-se (avesso e direito);
. dificuldades na compreensão leitura (textos);
. dificuldades na produção de textos com seqüência lógica temporal e coerência;
. confusão com antônimos (abrir/fechar, /dentro/fora);
. não memoriza matérias decorativas e tabuadas;
. confunde-se ao preencher formulários, gabaritos e tabelas com linhas e colunas;
. confunde-se na seqüência das perguntas ao responder questionários, gabaritos;
. não gosta de ler, estudar e escrever;
. dificuldade com línguas estrangeiras;
. apresenta desatenção, dispersão;
. apresenta resistência em atender ordens e limites;
. apresenta resistência ao conservadorismo, método e rotina;
. demonstra pouco asseio pessoal e higiene;
. apresenta baixa auto-estima afetiva e intelectual (acha-se "burro");
Dislexia Predominantemente Fonológica:
. troca letras surdas/sonoras (p/b, t/d, k/g, f/v, x/j, s/z);
. troca arquifonemas (ar, an, as, al)
. troca vogais (/a/ por /o/, /e/ por /i/, /o/ por /u/);
. troca nasais (n/m, ão/am, em/eim, ã/am);
. troca grupos consonantais (pra/pla);
. omissões (letras, sílabas, palavras, linhas);
. comete muitos erros no ditado;
. dificuldades com sinônimos;
. fica no "mundo da lua";
. apresenta lentidão ou imprecisão em dar respostas;
. dificuldades com a seqüência dos fatos ao contar casos;
. dificuldades com a leitura (decodificação, lê errado embora entenda o que leu);
. dificuldades na compreensão da leitura de textos;
. dificuldades na produção de textos com seqüência lógica temporal e coerência;
. dificuldade em resumir idéias, textos;
. confusão com antônimos (abrir/fechar, dentro/fora);
. falta de predomínio da dominância cerebral (ambidestrismo?);
. confusão de direita com esquerda;
. não soletra (não analisa, não sintetiza, decompondo-a em letras);
. não memoriza matérias decorativas;
. não memoriza tabuada;
. dificuldade com línguas estrangeiras;
. demora muito para responder ou responde equivocadamente;
. não gosta de ler, estudar e escrever;
. apresenta baixa auto-estima afetiva e intelectual;
. é inseguro;
. apresenta desatenção, dispersão;
Dislexia Mista:
Apresentam uma somatória ou a presença de vários itens descritos anteriormente, sendo mais trabalhosa sua reeducação.
Sugestões importantes para sala de aula
1.Colocá-lo de frente e no centro da lousa, preferencialmente na 1ª carteira.
2.Tê-lo sempre perto da professora, que supervisiona seus trabalhos, principalmente na organização e seqüência das atividades.
3.Escrever claro e espaçado na lousa, delimitando as partes da lousa (duas ou três partes no máximo) com uma linha divisória vertical bem forte.
4.Escrever cada parte da lousa com uma cor de giz. Ex.: à esquerda com branco, centro com amarelo e à direita com azul claro.
5.Explicar que estas divisórias são feitas somente na lousa, para facilitar a leitura e não devem ser reproduzidas no caderno das crianças.
6.Exigir disciplina e concentração no conteúdo abordado, permitindo interrupções e opiniões espontâneas, desde que pertinentes ao assunto. Dizer ao aluno caso sua colocação esteja fora de contexto.
7.Valorizar sempre o conteúdo trabalhado e tolerar as dificuldades gramaticais, como letra maiúscula, parágrafo, pontuação, acentuação, caligrafia irregular, etc. Diminuir a tolerância à medida que os anos escolares se sucedem.
8.O disléxico geralmente tem dificuldade com a orientação e organização espaciais. Pode, sem perceber, pular folhas do caderno, pular linhas indevidamente, escrever na apostila trocada, fazer anotações em locais inadequados. Mostrar sempre o certo, não punir o erro e não criticá-lo pela falta de atenção. Diminuir a tolerância à medida que os anos escolares se sucedem.
9.O disléxico geralmente tem dificuldade em ficar sentado na carteira por muito tempo seguido. Permitir que levante-se, aponte o lápis, vá até a lousa, ou outro movimento que o relaxe, exigindo que retorne ao lugar em seguida.
10.Ser sempre clara e sucinta nas explicações das ordens dadas oralmente, preferencialmente dando exemplos e mostrando onde quer que faça a atividade. Ex.: do lado direito superior da folha, mostrar o lado e a orientação.
11.Em lugar de dizer o que não deve ser feito, diga sempre o que é esperado que se faça e como é para ser feito. Repetir a ordem se necessário.
12.Elaborar aulas com material visual, claro, criativo, que chame atenção.
13.Usar sempre mais de um canal de aprendizagem e informação, com diferentes recursos audio-visuais. Ex.: entonação na voz, dramatização, sons, desenhos, texturas, luzes, músicas, descobertas, retroprojetor, data show, etc. além da tradicional memorização de aulas expositivas.
14.Estar sempre em contato com o profissional que atende a criança, sabendo quais as letras que já foram trabalhadas para que possa ser exigido o acerto.
15.Não trabalhar no limite, esperando que com o tempo vai passar. Sempre entrar em contato com a coordenação, com os pais, com os profissionais que assistem o disléxico. O stress do professor só piora o quadro, traz frustração e afeta a motivação de todos. Mantenha o bom humor e a confiança de que haverá sucesso.
16.Trabalhar sempre com o erro como forma de aprendizado e nunca como meio de punição. Ex.: se trocou letras, mostrar o erro, ler o erro, produzir o erro e estimular a classe a corrigi-lo, sem estigmatizar o aluno
17.Produzir erros de propósito para que os alunos descubram. Só aquele que aprendeu pode corrigir.
18.Estimular atividades conjuntas, onde um começa, o outro continua e vice-versa. Ex.: troca de cadernos, o aluno é o professor, trocam os lugares, ficam os cadernos, etc.
19.Não dar muitos exercícios repetidos. O disléxico não aprende pela repetição, ao contrário, cansa-se mais facilmente e desmotiva-se.
20.Criar novas formas de ensinar a mesma coisa, pedir que as crianças elaborem exercícios, tornando-se co-autoras do aprendizado.
21.Em um texto espontâneo, valorizar as idéias, o conteúdo. Dar notas separadas para a ideia e para a escrita.
22.Em provas de outras disciplinas, como ciências, história, etc., corrigir pelo conteúdo e não descontar nota por erros de português. Aumentar a exigência à medida que avançam os anos escolares.
23.Em avaliações, sublinhar (se possível) o que se está pedindo, destacando-se do enunciado da pergunta. Ensinar a criança a destacar as palavras-chave do texto.
24.Não exagerar na quantidade de tarefa e sim na qualidade. Não permitir que os pais corrijam a tarefa, para que o professor possa avaliar o nível de aprendizado e reestruturar o conteúdo.
25.Delimitar em colunas os cálculos matemáticos, para que não se confunda na orientação espacial.
26.Aceitar respostas objetivas, diretas, curtas, desde que contenham a resposta solicitada. Aumentar a exigência à medida que os anos escolares avançam.
27.Os textos do disléxico tendem a ser desorganizados, com falhas na seqüência dos fatos e excesso de pronomes. Explicar e numerar os parágrafos.
28.A leitura do disléxico geralmente é muito ruim, porém a compreensão pode estar preservada. Ele pode ler palavras trocadas, de conteúdo semântico semelhante. Ex.: /unir/ por /juntar/; /beber/ por /tomar/. Tolerar, desde que a compreensão seja preservada.
29.Se o professor não entendeu o que o aluno escreveu, a letra, ou o que ele quis dizer, solicitar que ele leia sua escrita, antes de corrigir.
30.Não privilegiar o disléxico em nada, apenas compreender que suas dificuldades são reais e neurológicas, que ele necessita tratamento especializado para evoluir como os demais.
31.O disléxico é tão inteligente ou mais que os outros alunos. Apresenta falhas de percepção de origem neurológica. Ele não erra de propósito, nem dispersa-se porque não está interessado. Necessita de variedade e flexibilidade por parte do professor, além de uma boa dose de paciência e tolerância.
32.Disciplina, organização e criatividade são os fatores chave para que um disléxico tenha sucesso em sala de aula. A rigidez e os modelos pré-concebidos não se encaixam com este aluno.
33.As disciplinas que envolvem memorização são dificilmente assimiladas. Use preferencialmente cartazes com resumos, com cenas, figuras alusivas ao tema, dramatizações, filmes, que facilitem a associação com o conteúdo a ser memorizado.
34.Ensinar o aluno a resumir, extrair as palavras-chave da frase, do parágrafo, do texto.
35.Ensinar o aluno a parafrasear, isto é, dizer com suas palavras o que entendeu, passando para a escrita.
36.Ensinar o aluno a ler, parar e avaliar se compreendeu. Não permitir que leia toda a página para chegar a conclusão, no final, de que não entendeu nada.
Sempre procurar literatura especializada, orientação e metodologia adequadas
CHECK LIST PARA ADULTOS
Você responderia sim para:
1.Quando escrevendo você evita usar uma palavra porque não consegue saber sua ortografia?
2.Tem dificuldade para preencher formulários, gabaritos?
3.Tem dificuldade para ler livros?
4.Tem dificuldade em falar línguas estrangeiras, pronunciar palavras estrangeiras?
5.Tem dificuldade para entender línguas estrangeiras?
6.Tem problemas para soletrar o alfabeto?
7.Tem problemas para soletrar palavras sem erros?
8.É difícil entender jogos de palavras, trocadilhos, piadas?
9.Tem problemas com várias instruções ao mesmo tempo?
10.Confunde-se com recados telefônicos?
11.Perde números ao repeti-los?
12.Pronuncia errado palavras longas, na fala ou na leitura?
13.Esquece o nome das pessoas quando acaba de ser apresentado?
14.Perde a linha ao ler, tendo que usar os dedos ou a régua como apoio?
15.Comete erros na cópia?
16.Na escola, prefere instruções verbais, por desenho e diagramas, do que orais?
17.Pulando uma palavra na leitura, fica com a visão perturbada?
18.Sua velocidade de leitura é lenta?
19.Comete erros quando pensa rápido e fala rápido?
20.Tem dificuldade ao realizar tarefas que envolvam destreza manual?
21.É desajeitado?
22.Confunde ao escrever palavras de significado semelhante, como estante e armário?
23.Confunde palavras semelhantes na escrita, como mamadeira, madeira?
24.Acha difícil usar palavras na conversação, achar a palavra certa?
25.Troca ao falar palavras como mesa e cadeira, palavras de conteúdo semântico semelhante?
26.Quando lê troca palavras que possuem alguma semelhança, como obter por conseguir, médico por enfermeira?
27.Organiza seus pensamentos no papel de forma ruim?
28.Tem a caligrafia ruim?
29.É o último a ser convocado no time esportivo?
30.Tem dificuldade com as orientações direita/esquerda?
31.Tem dificuldade com leitura de mapas?
32.Ao organizar-se enfrenta problemas, sendo bagunceiro?
33.Perde chaves freqüentemente?
34.Esquece datas, horários e compromissos com freqüência?
35.Tem dificuldade em realizar cálculos sem ajuda dos dedos?
36.Tem ideias de soluções raras para os problemas, idéias criativas e inovadoras?
37.Tem dificuldade para memorizar tabuadas?
38.Quando lê em voz alta, acha mais difícil de compreender?
Resultados do CheCk List
Observamos em nossa prática diária que os indivíduos ditos "normais" não respondem afirmativamente às questões anteriores, ou uma minoria delas, normalmente menos do que 9 questões. Quanto mais questões forem assinaladas, maior é a chance do indivíduo apresentar a dislexia. Temos observado que entre 10 e 15 respostas afirmativas, o grau da patologia pode apresentar-se leve, podendo ter passado desapercebido pelos pais e professores, mas que certamente causou ou ainda causa algum desconforto ao indivíduo. Respostas entre 15 e 25 questões assinaladas podem mostrar um grau moderado de dislexia, onde o indivíduo ressente-se de seu desempenho lexical e tenha talvez recebido atendimento, não necessariamente em área específica da leitura e escrita, como por exemplo, terapia psicológica. Acima de 25 respostas afirmativas teremos fortes indícios da presença da dislexia e os portadores certamente tiveram ou têm grandes dificuldades com a língua portuguesa e a vida escolar, evitando leituras, principalmente em público. Muitos relatam discriminações, inadequações, rejeição e fortes sentimentos de incapacidade, escolhendo profissões aquém de seu real valor. Certamente encontraram soluções para seus problemas ou ainda beneficiar-se-ão com o tratamento reabilitativo, voltado para suas queixas atuais.
FONTE:http://www.renatajardini.com.br/index.php?id=0
O que trabalhamos? O fazer Psicopedagógico na Dislexia; Déficit de Atenção e Hiperatividade; Cálculo e Raciocínio Lógico; Como Estudar e Rotinas Diárias; Oficinas para Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, Alfabetização para Síndromes (Método Multissensorial); Apoio Pedagógico nas áreas específicas; Psicoterapia Educativa e Familiar; Palestras e Oficina de Apoio aos Pais, Professores e Coordenadores.
18 de julho de 2010
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A psicomotricidade como pré requisito ao processo de alfabetização.
Psicomotricidade é uma prática pedagógica que objetiva colaborar para o desenvolvimento global da criança no processo de ensino-aprendizagem, proporcionando os aspectos físicos, mental, e sócio-cultural, visando coerência com a realidade dos educandos. É a capacidade de coordenar os movimentos pressupondo o exercício de múltiplas funções psicológicas, motoras, de memorização, atenção, observação, raciocínio, discriminação, etc. O entendimento dos processos relacionados à motricidade é de suma importância para o planejamento pedagógico e psicopedagógico, centrado no desenvolvimento do aprendiz. Várias crianças tem apresentado deficit de aprendizagem devido á ausência de trabalhos focando certas habilidades necessárias a este avanço. Neste caso é necessário o apoio de um Psicopedagogo, que fará o diagnóstico e certamente, indicará a melhor maneira de se trabalhar com estas crianças. Todavia, este quadro pode ser evitado, se as Instituições responsáveis pela Educação Infantil adotarem o "brincar" como recurso necessário e diário em seus planejamentos.
A criança que anda sobre uma linha no chão; pula pneus, corda, amarelinha; rasteja; corre; engatinha; encontra objetos escondidos; percebe diferenças entre o cenário anterior e o atual; participa de atividades de musicalização; canta; dança; brinca de roda, de cabra cega, de passar anel, de baliza, de pique-pega, de pique-esconde, de pique-cola, de macaco disse, de Maria viola, etc... dificilmente apresentará dificuldades no processo de alfabetização. Os tradicionais rabinhos de porco e pontilhados dão lugar ao brincar com função pedagógica, andar sobre o rabinho de porco, desenhar no chão e observar seu desenho e os desenhos dos colegas. Ainda, adquirir ritmo através da musicalização, esquerda / direita, em cima / em baixo, fino / grosso, alto / baixo, grande / pequeno e tantas outra habilidades que possibilitam um rápido entendimento do processo de escrita e da leitura. Movimentos de pinça (pegar objetos com a ponta dos dedos), soprar canudinhos (bolinha de sabão), confeccionar pipas e brinquedos, rasgar e embolar papéis, reconhecimento de partes do seu corpo (macaco disse), favorecem o pegar no lápis e nos demais objetos escolares, estimulam o traçado das letras e a observação das diferenças entre b e d, por exemplo.
As trocas de V por F, D por T, podem ser evitadas desenvolvendo atividades que estimulem a percepção auditiva das crianças. Essas atividades possibilitam também a socialização dos educandos, respeito à sua vez, e às regras das atividades, disciplina e cooperação. A criança que tem o previlégio de fazer parte de uma Educação Infantil que enfatize as brincadeiras em seus planejamentos, certamente não encontrará dificuldades no processo de alfabetização, pois aprendeu de forma concreta, aquilo que no tempo certo irá colocar no papel. Em controvérsia, quando esta fase não é trabalhada, os danos se estenderão por boa parte - ou toda - a vida escolar da criança. A alfabetização pode e deve ser trabalhada na Educação Infantil, desde que isto aconteça de forma lúdica respeitando a idade e o tempo da criança.
Autora: Angela Adriana de Almeida Lima

A criança que anda sobre uma linha no chão; pula pneus, corda, amarelinha; rasteja; corre; engatinha; encontra objetos escondidos; percebe diferenças entre o cenário anterior e o atual; participa de atividades de musicalização; canta; dança; brinca de roda, de cabra cega, de passar anel, de baliza, de pique-pega, de pique-esconde, de pique-cola, de macaco disse, de Maria viola, etc... dificilmente apresentará dificuldades no processo de alfabetização. Os tradicionais rabinhos de porco e pontilhados dão lugar ao brincar com função pedagógica, andar sobre o rabinho de porco, desenhar no chão e observar seu desenho e os desenhos dos colegas. Ainda, adquirir ritmo através da musicalização, esquerda / direita, em cima / em baixo, fino / grosso, alto / baixo, grande / pequeno e tantas outra habilidades que possibilitam um rápido entendimento do processo de escrita e da leitura. Movimentos de pinça (pegar objetos com a ponta dos dedos), soprar canudinhos (bolinha de sabão), confeccionar pipas e brinquedos, rasgar e embolar papéis, reconhecimento de partes do seu corpo (macaco disse), favorecem o pegar no lápis e nos demais objetos escolares, estimulam o traçado das letras e a observação das diferenças entre b e d, por exemplo.
As trocas de V por F, D por T, podem ser evitadas desenvolvendo atividades que estimulem a percepção auditiva das crianças. Essas atividades possibilitam também a socialização dos educandos, respeito à sua vez, e às regras das atividades, disciplina e cooperação. A criança que tem o previlégio de fazer parte de uma Educação Infantil que enfatize as brincadeiras em seus planejamentos, certamente não encontrará dificuldades no processo de alfabetização, pois aprendeu de forma concreta, aquilo que no tempo certo irá colocar no papel. Em controvérsia, quando esta fase não é trabalhada, os danos se estenderão por boa parte - ou toda - a vida escolar da criança. A alfabetização pode e deve ser trabalhada na Educação Infantil, desde que isto aconteça de forma lúdica respeitando a idade e o tempo da criança.
Autora: Angela Adriana de Almeida Lima
Sindrome de Down - Você não está só!
Nós entendemos que, ao receber a notícia, você se sente como se fosse a única pessoa do mundo que tem um problema para resolver. Sentimentos de insegurança e incerteza, bem como dúvidas sobre como tratar a criança e o que o futuro lhe reserva, podem surgir. Procure informações corretas, através de médicos, profissionais especializados ou mesmo outros pais. Várias pessoas já passaram e passam todos os dias pelas dúvidas e incertezas que você está passando e podem ajudá-lo a entender melhor o que está acontecendo.A Internet é um recurso fabuloso, mas é, ao mesmo tempo, o melhor e o pior dos mundos. Como a rede não tem limites de espaço você vai encontrar tudo que já foi escrito a respeito do assunto, seja a descoberta mais recente, como os conceitos mais ultrapassados e, pior, nem sempre o que você encontra tem data. Você corre o risco de acreditar em afirmações que foram feitas há mais de 50 anos, só porque o site é bonitinho.Não confie demasiadamente em textos com mais de 5 anos. A evolução, tanto na área médica quanto na qualidade de vida de pessoas com síndrome de Down tem sido enorme e acontecido a passos largos.Algumas dicas podem ser úteis :
1.Não se deixe influenciar pela opinião de pessoas que nunca conviveram diretamente com uma criança com síndrome de Down, geralmente elas têm informações desatualizadas, preconceituosas e erradas – inclusive a mídia (jornais, revistas, tvs) e médicos que nunca atenderam essas crianças, mas falam a partir de longos textos acadêmicos que estudaram (e que, provavelmente, encontram-se muito desatualizados).
2.Diagnóstico não é profecia : o futuro do seu filho vai depender daquilo que você der condições e oportunidade para ele fazer e não do que um profissional possa ter dito em uma entrevista que você encontrou em um site.
3.Não fique correndo atrás de "cura milagrosa" : Existem dezenas de promessas na Internet, algumas até bem intencionadas (pessoas que realmente acreditam no que falam, mesmo que tecnicamente estejam totalmente erradas), e muitas má-intencionadas, que só querem se aproveitar de um momento delicado das famílias. Se você se deixa iludir por falsas promessas de cura ou de terapias que vão fazer do seu filho uma criança "normal", você deixa de aproveitar o tempo para investir nos potenciais e habilidades dele.
4.Conheça outros pais e outras crianças : a experiência dos outros sempre vai ser útil, mas não esqueça que você é diferente dos outros pais e seu filho diferente de outras crianças que tenham a mesma "deficiência". Participe de grupos de discussão, conheça associações, descubra o que eles estão fazendo, como estão fazendo. Mas nunca deixe de usar o seu filtro crítico para julgar o que, dentro dos seus valores familiares, é melhor para o seu filho.
5.Cuidado com o excesso de informação : Mesmo quando verdadeira e atualizada, existe muita informação que, dependendo do momento, é desnecessária. Seu filho acabou de nascer, não se angustie sobre as questões da adolescência. Não entre em paranóia porque algumas questões médicas têm uma maior incidência nas pessoas com síndrome de Down. Converse com outras pessoas – especialmente com o pediatra do seu filho – a respeito delas. Com o tempo você vai começar a distinguir as que lhe serão úteis das demais.
1.Não se deixe influenciar pela opinião de pessoas que nunca conviveram diretamente com uma criança com síndrome de Down, geralmente elas têm informações desatualizadas, preconceituosas e erradas – inclusive a mídia (jornais, revistas, tvs) e médicos que nunca atenderam essas crianças, mas falam a partir de longos textos acadêmicos que estudaram (e que, provavelmente, encontram-se muito desatualizados).
2.Diagnóstico não é profecia : o futuro do seu filho vai depender daquilo que você der condições e oportunidade para ele fazer e não do que um profissional possa ter dito em uma entrevista que você encontrou em um site.
3.Não fique correndo atrás de "cura milagrosa" : Existem dezenas de promessas na Internet, algumas até bem intencionadas (pessoas que realmente acreditam no que falam, mesmo que tecnicamente estejam totalmente erradas), e muitas má-intencionadas, que só querem se aproveitar de um momento delicado das famílias. Se você se deixa iludir por falsas promessas de cura ou de terapias que vão fazer do seu filho uma criança "normal", você deixa de aproveitar o tempo para investir nos potenciais e habilidades dele.
4.Conheça outros pais e outras crianças : a experiência dos outros sempre vai ser útil, mas não esqueça que você é diferente dos outros pais e seu filho diferente de outras crianças que tenham a mesma "deficiência". Participe de grupos de discussão, conheça associações, descubra o que eles estão fazendo, como estão fazendo. Mas nunca deixe de usar o seu filtro crítico para julgar o que, dentro dos seus valores familiares, é melhor para o seu filho.
5.Cuidado com o excesso de informação : Mesmo quando verdadeira e atualizada, existe muita informação que, dependendo do momento, é desnecessária. Seu filho acabou de nascer, não se angustie sobre as questões da adolescência. Não entre em paranóia porque algumas questões médicas têm uma maior incidência nas pessoas com síndrome de Down. Converse com outras pessoas – especialmente com o pediatra do seu filho – a respeito delas. Com o tempo você vai começar a distinguir as que lhe serão úteis das demais.
Pulseiras do sexo
As pulseiras do sexo custam apenas um real, um pacote com várias pulseiras de silicone, mas o custo maior foge ao alcance dos pais e o preço é o significado da pulseira.
As pulseirinhas coloridas, que qualquer garota usaria para ir ao colégio. Mas de uns dia para cá, vem deixando os país de cabeça quente com rumores sobre seu verdadeiro significado. Segundo uma moda que surgiu na Inglaterra e acaba de chegar ao Brasil, arrebentar a pulseira de determinada cor obrigaria o portador da pulseira a se submeter ao ato correspondente àquela cor.
Significado das cores:
Pulseira da cor Amarela:
Esta significa dar um simples abraço, digamos que é das pulseiras é a nivel 1.
Pulseiras das cores Laranja:
Ainda significa algo tranquilo uma dentadinha do amor, só não se sabe onde
Pulseira da cor Roxa:
Começou a brincadeira, as pulseiras dão direito a um beijo com língua
Pulseira das cores Cor-de-rosa:
A menina tem que mostrar o seio, o que?
Pulseira das cores Vermelha:
Simples, que nada o significado é fazer uma lap dance
Pulseiras das cores Azul:
A garota tem que fazer sexo oral no sortudo que arrebentar sua pulseiras silicone
Pulseiras das cores Verde:
Chupões no pescoço, significado tranquilo não acha?
Pulseira das cores Preta:
A pulseira significa fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira
Pulseira das cores Dourada:
Liberou geral, tem que fazer todos os itens citados anteriormente
O que você acha sobre essa moda das pulseiras coloridas?
As pulseirinhas coloridas, que qualquer garota usaria para ir ao colégio. Mas de uns dia para cá, vem deixando os país de cabeça quente com rumores sobre seu verdadeiro significado. Segundo uma moda que surgiu na Inglaterra e acaba de chegar ao Brasil, arrebentar a pulseira de determinada cor obrigaria o portador da pulseira a se submeter ao ato correspondente àquela cor.
Significado das cores:
Pulseira da cor Amarela:
Esta significa dar um simples abraço, digamos que é das pulseiras é a nivel 1.
Pulseiras das cores Laranja:
Ainda significa algo tranquilo uma dentadinha do amor, só não se sabe onde
Pulseira da cor Roxa:
Começou a brincadeira, as pulseiras dão direito a um beijo com língua
Pulseira das cores Cor-de-rosa:
A menina tem que mostrar o seio, o que?
Pulseira das cores Vermelha:
Simples, que nada o significado é fazer uma lap dance
Pulseiras das cores Azul:
A garota tem que fazer sexo oral no sortudo que arrebentar sua pulseiras silicone
Pulseiras das cores Verde:
Chupões no pescoço, significado tranquilo não acha?
Pulseira das cores Preta:
A pulseira significa fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira
Pulseira das cores Dourada:
Liberou geral, tem que fazer todos os itens citados anteriormente
O que você acha sobre essa moda das pulseiras coloridas?









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